ATUALIZADO: 7 de dezembro de 2018
No fim da tarde desta quinta-feira (06), o Twitter do Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, filho do próximo presidente do Brasil, celebrou um fato inédito na história: pela primeira vez o Brasil votou a favor de Israel, sendo contra o Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza desde 2007, em uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.
Foi a 1ª vez que o Brasil votou a favor de Israel contra grupos terroristas. Parabéns @nikkihaley 🇺🇸@ernestofaraujo 🇧🇷 @YossiShelley 🇮🇱 e Itamaraty. O Brasil vai deixar de ser um anão diplomático! 🙏 pic.twitter.com/ZP3b6Sf5yM — Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) 7 de dezembro de 2018
Foi a 1ª vez que o Brasil votou a favor de Israel contra grupos terroristas. Parabéns @nikkihaley 🇺🇸@ernestofaraujo 🇧🇷 @YossiShelley 🇮🇱 e Itamaraty.
O Brasil vai deixar de ser um anão diplomático! 🙏 pic.twitter.com/ZP3b6Sf5yM
— Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) 7 de dezembro de 2018
Além do Brasil, 86 países que compõem a ONU também votaram a favor da condenação do grupo terrorista, pelo ataque contra Israel. 57 países votaram contra e 33 se abstiveram. Infelizmente, era preciso 2/3 dos votos para que a resolução redigida pelos Estados Unidos fosse aprovada oficialmente.
Ter a maioria dos países-membros da ONU a favor de Israel, também foi algo inédito. Todos eles queriam a condenação da facção palestina pelo último ataque ocorrido nos dias 12 e 13 de novembro, considerado o pior desde a guerra de Gaza em 2014, fruto do conflito entre israelenses e palestinos. Em menos de 24 horas, o Hamas e outras facções armadas atacaram um ônibus, ferindo um soldado de Israel e deram início a uma chuva de foguetes e morteiros. Foram mais de 400 lançados em direção à fronteira, colocando em risco a vida de milhares de civis.
Israel respondeu através de ataques aéreos. Pelo menos sete palestinos foram mortos, além de mais um, atingido em Gaza, por um míssil do Hamas. Ele morava e trabalhava em Israel.
Antes do início da votação, Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, explicou que a resolução proposta pelos Estados Unidos era uma tentativa de corrigir um erro histórico, além de promover uma tentativa de paz no Oriente Médio. Ela foi enfática ao argumentar a favor de Israel, questionando aos países europeus árabes se o ódio superaria o desejo de paz e a segurança da região: “O ódio contra Israel é tão forte que vocês defenderão uma organização terrorista, que está diretamente causando danos ao povo palestino? Não é hora de deixar isso de lado? Pela verdadeira paz e segurança em toda a região, não é hora de ambos os lados deixarem isso de lado?”, disse Haley, que tem sido uma veemente defensora de Israel.
Riyad Mansour, representante palestino da ONU, criticou a mudança da embaixada americana para Jerusalém, o que julga ser uma medida americana que visa punir os palestinos.
Reação após o resultado
Com o resultado, o Hamas, através de seu porta-voz Sami Abou Zahri, agradeceu aos países contrários à votação e disse que essa não aprovação representa “um sério fracasso da ‘política de intimidação’ do governo Trump adotada na região” e confirma a legitimidade da resistência palestina.
Benjamin Netanyahu, também se manifestou. Apesar da derrota, o primeiro-ministro israelense, ficou feliz com o que definiu como “maioria esmagadora”: “Embora não tenha alcançado uma maioria de dois terços, esta é a primeira vez que a maioria dos países votou contra o Hamas e eu elogio cada um dos 87 países que adotaram uma posição de princípio contra o Hamas”.
Votações anteriores
Dados apresentados pela embaixadora americana no organismo, mostram o porquê Netanyahu agradeceu aos países contrários ao Hamas. De acordo com Haley, a Assembleia Geral da ONU aprova resoluções em oposição à Israel pelo menos vinte vezes em um curto intervalo de ano mais ou menos. Sendo assim, ela questionou o fato de uma organização que preza a paz mundial, aceitar o terrorismo contra Israel e criticou a escolha de uma maioria de 2/3 para a provar a resolução contra o Hamas, quando em diversos casos, utiliza uma maioria simples para votação dos países.
O Apóstolo Joel Engel viu esse episódio como uma mudança no cenário mundial, fruto das orações 24/7 que estão começando a mover os céus: “Temos uma aliança 24/7 em Israel e tanto lá como no Brasil, o Tabernáculo de Davi está sendo erguido. Coisas ainda mais surpreendentes acontecerão e estamos aguardando, assim como fizeram os Estados Unidos, a mudança da nossa embaixada para Jerusalém. Isso é só o começo!”
Joel Engel