Exclusivo! Na Escola Profética, Pastora Mara Engel fala sobre o desvio do filho caçula.

“Foi a pior época da nossa vida! ” - Desabafou a esposa do Apóstolo Joel

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL, Andéa Póvoas

ATUALIZADO: 26 de setembro de 2018

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Quem acompanha a história e o testemunho do casal Engel, sabe que a vida deles foi marcada por todo tipo de conflitos, dificuldades, lutas e perseguições. O Profeta Joel sempre lembra o período do início de seu ministério, na década de 80, quando foi acusado de curandeirismo, por que Deus o usava com o dom de curas. Além disso, seu ministério era apontado por muitos, inclusive por colegas, como falido e sem futuro. Já deu para ver que todos se enganaram.

Mas para suportar todas as batalhas desses 34 anos de ministério, além de muito jejum, dias, meses e até anos de retiros no monte, Joel Engel tinha ao seu lado uma mulher guerreira, que nunca abaixou a cabeça para as afrontas do inimigo. A Pastora Mara Engel viveu intensamente todos os momentos de dor e guerreou juntamente com o marido em prol das vitórias para a família e ministério.

“Já tive que parar o carro, viajando de uma

cidade para outra, pois as lágrimas

tapavam a minha visão”.

Porém, em 2015 eles teriam que enfrentar a maior luta de suas vidas: o filho mais novo, Joel Engel Júnior, por influência dos amigos, desviou-se dos caminhos do Senhor e, pior que isso, passou a questionar a existência de Deus. Durante a Escola Profética 2018, Mara se emocionou ao contar que o pior momento que já passou, foi assistir o filho sair de casa.

Escola Profética 2018 (Foto: Divulgação)

“Nem a própria perseguição que sofremos em Faxinal do Soturno foi pior do que ver o meu filho sair de casa. A perseguição de Faxinal, foi com os inimigos, do lado de fora, a gente identificava quem era, mas quando é com o teu filho, a coisa é diferente”.  

Em entrevista à equipe de reportagem do ministério Engel, ela revelou momentos íntimos que passou com o esposo: “Lembro de uma certa vez, quando o Apóstolo Joel estava voltando do monte, depois de dias, cansado, esgotado de tanto batalhar e ao chegar em casa, viu a situação de caos. Ele nem largou a mochila e voltou para o monte. Eu só secava os meus olhos quando entrava na Igreja para pregar. Mas era só voltar para casa, já caía em prantos. Já tive que parar o carro, viajando de uma cidade para outra, pois as lágrimas tapavam a minha visão”.

“Muitas vezes eu e o pastor nos encontrávamos para chorar. A gente só se olhava e chorava”.

Antes desse desvio, o Júnior sempre foi um adolescente muito ativo na obra de Deus. Muito inteligente, pregava o evangelho com a mesma unção do pai. Segundo o relato dos pais, nunca foi rebelde, nem deu trabalho, o que é comum nessa idade. Por isso, eles nunca esperavam que o inimigo lançasse uma seta tão forte. “Não podíamos nos conformar! De repente o inimigo lança uma seta e ele passou a não mais crer no evangelho. Para mim foi uma das piores provações”, relembrou a Pastora e continuou: “Nem todas as lágrimas desses 34 anos, somadas, dão aqueles quase dois anos de lágrimas que choramos por ele. Foi uma guerra de alto nível espiritual. Muitas vezes eu e o pastor nos encontrávamos para chorar. A gente só se olhava e chorava. Víamos os jovens se convertendo, muitos retornando para os caminhos do Senhor e nosso filho não. Eu dizia para Deus: Como eu vou suportar? Eu preciso de uma força que eu não conheço ainda! E Deus nos deu essa força”.

A luta se transformou em testemunho

Ultimamente a pastora Mara tem pregado muito para mulheres e famílias. Em suas ministrações sobre cura interior, sempre toca no assunto. Ao contrário da maioria das famílias pastorais, que procuram esconder seus dramas, temendo receber críticas e serem alvos de preconceitos, ela resolveu expor o seu drama. “A primeira coisa que fizemos foi levantar os grupos de oração e pedir ajuda em todas as nossas Igrejas. Tem pastor que acha que isso é se expor, mas eu acho que isso é o evangelho. Como iríamos vencer sozinhos, sem ajuda, sem intercessão? ”, questionou, dizendo que foi a primeira vez que falou sobre isso para um grande público, como o da Escola Profética, e ao final, várias mães a procuraram.

Escola Profética 2018 (Foto: Divulgação)

“Fui muito criticada. Uma pastora me perguntou se eu não tinha medo das pessoas acharem que não tínhamos unção!”

Logo quando aconteceu o desvio do filho, a pastora Mara resolveu abrir seu coração em um congresso. Com essa atitude corajosa, ela acabou com o tabu de que todos os pastores tinham uma família perfeita. “Fui muito criticada. Uma pastora me perguntou se eu não tinha medo das pessoas acharem que não tínhamos muita unção. Mas não é esse o evangelho que eu vivo. Vivemos um evangelho transparente, com muita lisura e a verdade liberta em todos os sentidos. Depois desse congresso, os problemas daquelas mulheres começaram a vir à tona. Elas abriram seus corações, colocaram para fora, pediram ajuda e oração. Valeu a pena! Hoje eu vejo o resultado na vida de muitas que conheci. A intercessão é tudo!”

No ano passado Deus trouxe o refrigério. Júnior voltou para os caminhos do Senhor e hoje faz um lindo trabalho social no Ministério Engel: faz campanhas de arrecadação de alimento para os pobres, recupera drogados, ajuda pessoas que estão fora da sociedade. Os resultados são tremendos.

Diante dessa experiência, Mara Engel tem atendido muitas mães desesperadas, que veem em sua história uma esperança de que os filhos delas também irão retornar. “Eu creio que Deus permitiu tudo isso para nos aperfeiçoar, preparar para guerras de níveis maiores e trazer fé aos corações de outras famílias. A experiência foi dura, mas hoje tenho usado para a glória de Deus”.

Depois dessa experiência, a pastora se auto avalia, e diz que se tornou uma pessoa melhor, mais amável e compreensiva como pastora: “Eu consigo entrar mais no sofrimento das mães, por que eu fiquei tão quebrantada… Vaso tem que ser quebrado, para ser restaurado por Deus”.

O segredo é a oração. Pode durar o tempo que for, mas Deus trará de volta. É momento, não de recuar, mas de buscar mais ainda a presença de Deus

Ela também revelou que toda essa história, em detalhes, estará em seu primeiro livro e deixou um recado para todas as mães que estão passando por problemas com seus filhos: “Nem aquele filho que está fazendo as piores coisas, está perdido. O segredo é a oração. Se o pai e a mãe estão de joelhos, os filhos vão ficar em pé, em nome de Jesus. Pode durar o tempo que for, mas Deus trará de volta. É momento, não de recuar, mas de subir mais, buscar mais ainda a presença de Deus e ali, a vitória vem, muito mais do que a gente pede”.

 

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