José, o sonhador que foi honrado por Deus

A história de um jovem integro que foi traído pelos irmãos, mas acabou tendo seus sonhos realizados.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL, JOEL ENGEL

ATUALIZADO: 14 de junho de 2018

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(Imagem: Minisserie José do Egito, Record)

Iniciamos nesta terça-feira (12) o Rosh Chodesh (Início de Mês) do mês de Tamuz, que é o quarto mês do calendário judaico. Neste mês, segundo a tradição, é celebrado o nascimento de José, filho do patriarca Jacó. Um jovem cuja história é uma das mais comoventes da Bíblia, e que pode servir para transmitir muitos ensinamentos valiosos. Ele viveu 110 anos e veio a falecer nesta mesma data, no Egito.

Para entendermos melhor o contexto envolvendo a vida de José, precisamos retornar um pouco no tempo, antes do seu nascimento, quando Jacó foge de sua casa após ter tomado a bênção de primogenitura de seu irmão Esaú. Ele abandona a Terra Santa para ir habitar junto ao seu tio Labão, que viria a se tornar seu sogro.

Labão era irmão de Rebeca, mãe de Jacó e Esaú, e recebeu Jacó com muito carinho, mas que enganou o patriarca quando este mostrou-se interessado em sua filha mais nova, chamada Raquel, que viria a se tornar a mãe de José. A Bíblia diz que José teve de trabalhar sete anos por Raquel, mas acabou recebendo a irmã como esposa.

Podemos ler este acontecimento em Gênesis 29.25, que diz: “Quando chegou à manhã, lá estava Lia. Então Jacó disse a Labão: Que foi que você me fez? Eu não trabalhei por Raquel? Por que você me enganou?”.

Segundo Labão, não era costume daquela região que a filha mais nova se casasse antes da mais velha, o que o obrigou a entregar primeiro Lia, mas que eles poderiam fazer um novo acordo e após a semana de nupciais com sua primogênita, Jacó poderia ter a caçula (Gênesis 29.26).

Depois daquele ocorrido, Labão e Jacó fazem um novo acordo, onde Raquel seria entregue a Jacó por mais sete anos de seu trabalho, o que fez com que ele acabasse casado com as duas filhas do seu tio. Portanto, Jacó teve de trabalhar quatorze anos por Raquel.

Jacó serve ao seu tio durante muitos anos, vindo a prosperar grandemente naquela região, tendo dez filhos, todos nascidos de Lia, sua serva Zilpa e a serva de Raquel, Bila, pois ela mesma não podia ter filhos. Ainda que sendo a mais amada por Jacó, Raquel sofria muito por não poder ter filhos.

A Palavra de Deus diz que “quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã. Por isso disse a Jacó: ‘Dê-me filhos ou morrerei!’ (Gênesis 30.1). E foi este sentimento que a levou a oferecer sua serva Bila para engravidar no seu lugar, como era costume daquela época.

Porém, após muitos anos de oração, a Bíblia diz que Deus lembrou-se de Raquel e ela finalmente engravidou. “Então Deus lembrou-se de Raquel. Deus ouviu o seu clamor e a tornou fértil” (Gênesis 30.22). Daquela gravidez nasceu José, no dia 2 de Tamuz de 2199, segundo o calendário judeu, tornando-se o caçula da família.

Após o nascimento de José, a história narra que Jacó decide deixar as terras do seu tio e sogro Labão, para finalmente voltar a Terra Santa, onde se encontraria com a seu irmão Esaú, mas com a esperança de que após tantos anos já não houvesse mais mágoas.

José tinha seis anos quando Jacó decidiu voltar para a sua família, fixando-se em Hebrom. E tornou-se o filho favorito do pai, que imprudentemente não escondia a predileção que tinha pelo filho, a detrimento dos outros, criando um ambiente familiar de disputa.

Contudo, a predileção de Jacó por José não era por acaso, mas além de ter sido o primeiro filho com Raquel, que era a esposa que ele mais amava, também tinha um comportamento diferente dos demais filhos, pois José era dedicado ao trabalho e condenava as atitudes desleais que os outros praticavam (Gênesis 37.2).

A convivência ficaria ainda pior, quando José compartilhou com a família um sonho que teve, certamente ele não fez isso por ambição, mas por inocência, esperando que seus irmãos lhe dessem apoio, mas não foi isso que aconteceu. Isso agravou ainda mais a convivência com os irmãos, que passariam a persegui-lo.

O historiador Flávio Josefo, em seu livro “História dos Hebreus”, faz a seguinte narrativa: “José, que Jacó tivera de Raquel, era o mais querido de todos os seus filhos, fosse por causa das melhores qualidades de espírito e de corpo, em que sobrepujava os outros, fosse por sua grande sabedoria. Esse afeto, que o pai não conseguia esconder, incitou contra José a inveja e o ódio dos irmãos, agravados ainda por causa de alguns sonhos que o moço lhes contara na presença do pai e que lhe pressagiavam uma felicidade extraordinária, capaz mesmo de suscitar inveja entre as pessoas mais próximas”.

A Bíblia diz: “Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso, o aborreciam ainda mais” (Gênesis 37.5). Os sonhos do jovem José, de que um dia seria honrado pela família, causou ainda mais inveja nos irmãos, que armaram uma forma de se livrar dele.

O jovem foi lançado em uma cisterna, em um poço, e em seguida foi vendido para um mercador de escravos que passava naquela ocasião. Mas o fato de José ser temente a Deus, fez com que ele acabasse sendo levando diante de Faraó para interpretar um sonho que este teve.

Após ter seu sonho interpretado, Faraó instituiu José como governador, dizendo: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um varão como este, em que haja o Espírito de Deus?” (Gênesis 41.38). Então os sonhos que um dia ele teve se cumpriram naquela ocasião, pois ele se tornou uma autoridade.

 

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