A necessidade de cumprir os votos diante de Deus

Como a Bíblia valoriza o cumprimento das promessas diante de Deus e a necessidade de cumprir os votos feitos.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL

ATUALIZADO: 12 de julho de 2018

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“Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará.” (Números 30.2)

Todo homem deveria ter o mais profundo zelo pela sua palavra e as promessas feitas deveriam ser cumpridas sem a necessidade de contrato ou assinatura. É exatamente isso que Moisés ensina no versículo em destaque, sore a importância de cumprir as promessas feitas a Deus e aos outros.

O líder dos hebreus ensina que o voto diante de Deus deveria ser cumprido com todo o esforço, na íntegra, sem justificativas para o descumprimento. Afinal, devemos honrar nossa palavra diante de Deus e dos homens, demonstrando nossa maturidade quanto aquilo que prometemos.

O sábio Salomão ensinou sobre a importância de se cumprir com rapidez o voto feito diante do Senhor: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o” (Eclesiastes 5.4).

Veja que Salomão classifica os que não cumprem os seus votos como sendo tolos, isto mostra o quão importante se faz o cumprimento diante do Senhor. Um propósito feito e não cumprido revela o caráter de quem o fez. Por isso Moisés orienta o povo a não violar a sua palavra, mas cumprir com tudo “o que saiu da sua boca”.

Em Mateus 5.37, Jesus Cristo ensina: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna”. O Mestre dos Mestres ainda que não devemos jurar, mas a palavra deveria ser o suficiente. Nesta época o povo já não cumpria os seus votos, mas prometia e quebrava o voto constantemente.

A palavra “voto” deriva da palavra hebraica “neder” que significa: voto, promessa, oferta. Ou seja, a palavra “voto” significa fazer uma oferta com propósito específico. Por isso, para que o voto fosse ainda mais efetivo, era costume oferecer uma oferta ainda quando se votava. Ninguém era obrigado a votar, mas uma vez feita a promessa, ela deveria ser cumprida.

Quando alguém fazia um voto, segundo o ensinamento de Moisés, sua própria vida estaria sendo empenhada naquela promessa, o que obrigava o seu cumprimento. Temos duas palavras em hebraico que revelam a necessidade de se levar a sério o cumprimento do voto feito: alma e palavra.

A palavra alma em hebraico é “nepesh” que significa “alma, vida, pessoa, mente”. Ou seja, a vida da pessoa está empenhada naquela declaração, sendo que por isso haverá o cumprimento do propósito. E a segunda palavra hebraica é “dabar” que significa “falar, declarar, conversar e prometer”.

Essas palavras estão mostrando que é uma oferta declarada, portanto direcionada ao Senhor. Votar é o ato de consagrar uma oferta ao Senhor de maneira verbal. É prometer algo ao Altíssimo e buscar o seu cumprimento com a força de sua alma. É assumir um compromisso com o Eterno.

Lembro-me que antigamente, as pessoas não tinham a necessidade de contratos e assinaturas, pois uma pessoa de caráter prometeria e cumpriria na íntegra a sua promessa, fosse a Deus ou aos homens, aquilo seria uma questão de honra. Por isso, antigamente, as pessoas ficavam inquietas quando empenhavam a palavra.

A Bíblia condena quem vota e não cumpre, quem faz promessas vazias e empenha sua palavra naquilo que não será capaz de cumprir. Votar casualmente é um pecado grave diante de Deus, segundo as Escrituras Sagradas (Êxodo 20.7; Levítico 19.12; Deuteronômio 10.16 – 20). Manter os votos e as promessas fortalece os relacionamentos.

Veja que a declaração de um voto é algo consciente. Por não ser impensado, logo o homem liga a sua própria alma ao voto, através da sua declaração consciente. Assim também é na vida espiritual e no momento que o voto foi feito, sua alma estará ligada aquele voto, obrigando a necessidade de cumprimento.

Nas Santas Escrituras nós temos muitos exemplos de votos que foram feitos diante de Deus e o resultado destes votos, mas creio que nenhum se assemelha ao voto que fez o patriarca Jacó, quando ainda fugia da casa dos pais.

Segundo as escrituras, Jacó ao fugir do seu irmão Esaú, após ter enganado o seu pai para ter a bênção da primogenitura, teve uma visão de Deus. Ao reconhecer que aquela visão era divina, o patriarca dos hebreus decide fazer um voto com o Todo Poderoso. Neste voto ele pede algumas dádivas e promete dar o dízimo de tudo.

A Palavra de Deus diz: “E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo” (Gênesis 28.20-22).

Jacó pediu algo e fez um voto e daquele momento em diante ele viu a manifestação e a provisão de Deus. Caso ele não cumprisse, receberia certamente algo que ele mesmo não estava esperando. Aquele voto feito por Jacó não foi negligenciado, mas ele prosperou e honrou aquilo que havia prometido ao Senhor.

A partir daquele voto feito por Jacó, Deus prosperou a vida do patriarca e fez dele o pai de uma grande nação, pois dos filhos dele nasceram às doze tribos de Israel, que viria a se tornar uma das nações mais prósperas do mundo. O povo israelense é abençoado até hoje por causa daquele voto.

Certa vez, houve uma grande crise nos EUA, onde a Bolsa de Valores quebrou. O presidente na época, Abraham Lincoln, fez então um voto de serem dizimistas fiéis. Ninguém comeu e nem acendeu fogão naquele dia. A partir desse voto os EUA voltaram a crescer e se tornaram uma grande potência.

Quando você cumpre com seus votos diante de Deus, entregando as ofertas e dízimos, Ele se encarrega de realizar os sonhos que estão no teu coração. Mas quando a promessa é negligenciada, então aquele voto quebrado traz maldição.

 

 

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