ATUALIZADO: 4 de janeiro de 2021
Êxodo (Shemot) (86 de 365) | 05 de Janeiro de 2021
As parteiras israelitas
As tentativas do rei eram inúmeras de prejudicar o povo de Israel. O soberano egípcio ordenou que as parteiras hebreias matassem os filhos do sexo masculino ao nascer. Mas as parteiras o desobedeceram por temor a Deus. As mulheres hebreias eram fortes, e concebiam seus filhos antes mesmos das parteiras chegasse ao local.
“E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas.”
(Êxodo 1:21)
Deus estava satisfeitos com as parteiras israelitas, que por temor ao Deus de Israel não fizeram tamanha crueldade mesmo que lhe custasse suas vidas. Elas honraram à Deus, e Ele permitiu que elas também constituíssem família e os recompensou com bênçãos pela sua coragem em desobedecer às ordens do Faraó.
E o povo continuava a aumentar, tornando-se um povo numeroso e forte. O Faraó então ordenou que todo homem recém-nascido fosse afogado no rio Nilo.
“Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.”
(Êxodo 1:22)
“E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.
Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.”
(Êxodo 2:2,3)
Anrão e Joquebede, membros da tribo de Levi, eram pais de dois filhos, Miriam e Arão. Logo após o decreto do Faraó, Joquebede deu à luz a um segundo menino. Quando ela não conseguiu mais manter em segredo o nascimento de seu filho, colocou-o em um cesto de junco que deixou entre as plantas nas margens do Nilo, Miriam sua irmã o observava de longe.
A filha do Faraó, princesa Batya foi banhar-se no Nilo, avistou o cesto e enviou uma de suas servas para buscá-lo. Ela viu que havia uma criança hebreia dentro, sentindo pena dela, decidiu adotá-lo. A criança chorara muito, a princesa imediatamente tentou alimenta-lo e mesmo assim o bebê não se acalmava.
Miriam observando tudo, foi diante da princesa do Egito, pediu a permissão para encontrar uma jovem ama de leite, voltou com Joquebede, a própria mãe de Moisés, que recebeu a incumbência de cuidar do menino até desmamar. A criança recebeu ensinamentos sobre as tradições de seus pais. Mais tarde o garoto foi levado ao palácio real e recebeu o nome de Moisés, que significa: “tirado das águas”.
“E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado.”
(Êxodo 2:10)
Joel Engel