Um pouco da História da Obra de Deus em Dona Francisca.

FONTE: Ministério Engel

ATUALIZADO: 11 de julho de 2014

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Palavra do Pr Joel Engel sobre a Obra em Dona Francisca:

” Amo muito a cidade e a igreja de Jesus nesta cidade. Foi ali que iniciei meu ministério na região. Neste lugar moram meus parentes (família Engel). Meu antepassado (bisavô) pastor Cristiano Engel , Judeu vindo da Alemanha veio como pastor para pregar no Brasil. Meus pais, avós e bisavós moravam em Formoso, eles cantavam hinos e oravam todas as manhãs na beira do Rio Jacui.

 

Em 1936 ou um pouco antes um “bruxo” visitou nossa família e lançou uma maldição que se cumpriu em 1941 quando eles perderam tudo que tinham. Meu pai tornou-se padeiro e eu também, mas no tempo de Deus, Ele me chamou e me enviou para iniciar o ministério na cidade de Dona Francisca.

Quarenta e nove anos depois da praga, Deus me enviou naquele lugar para quebrar a maldição que veio sobre nossa família. Ali começou nosso ministério na pequena cidade com menos de 3 mil habitantes. Iniciamos as primeiras pregações no prédio do Cine. Neste lugar foi decretada a 1ª ordem de prisão contra mim pelo crime de “curar” os enfermos. Cada alma nesta cidade vale por mil. O preço foi muito caro.

A História daria um livro de muitas páginas cheias de lágrimas, sofrimentos, renúncias mas também de unção, fogo e poder do Espírito Santo. A primeira família que se converteu foi do seu José. Ele levou sua esposa possessa e Jesus a curou. Ele foi o primeiro diácono e depois meu compadre. Ele me apresentou ao prefeito que me emprestou o Cine para fazer cultos.

“É um prédio velho mas para poucas pessoas o assoalho resiste,” disse ele. De fato era só a família do seu José que iria assistir o primeiro culto. O prefeito foi gentil então perguntei se ele teria algum pedido à Jesus, então ele deu uma risada, do tipo não adianta pedir …

-Então perguntei ao Prefeito: 

O senhor está achando que Jesus não pode mandar uma simples chuva?

“É que falta chuva, e tem muitas pessoas rezando e fazendo procissão, e não chove a 120 dias”, respondeu o prefeito. 

Então eu lhe disse: Amanhã na hora do culto Jesus vai mandar a chuva. 

Depois dessa palavra ele ria muito e tentava segurar o riso com a mão na boca.

Eu fiquei na porta aguardando ele parar de rir: 

Então o Espírito Santo veio sobre mim para profetizar.  Assim diz o Senhor:  “À partir de hoje vai chover todas os dias que eu realizar cultos aqui nesta cidade.”

No outro dia amanheceu chovendo e Deus cumpriu a palavra e todos os dias de cultos chovia. Os colonos que sofriam com a seca que já durava mais de 3 anos começaram a vir “buscar” chuva.

Toda semana eu anunciava:

Quem quer chuva na sua terra? Aceite Jesus e a nuvem vai lhe acompanhar até em casa. Cada colono chegava em casa com chuva. Na outra semana mais e mais colonos vinham e acontecia a mesma coisa. Foi nesta cidade que começaram a me chamar de “Profeta da Chuva”. Jesus começou curando os paralíticos, surdos, cegos … Em poucos meses o prefeito me pediu o prédio com receio que o assoalho velho não aguentasse a multidão.

No outro dia o Espírito Santo me disse: Procura o delegado e prega para ele.

Fui até a delegacia e dei um folheto ao delegado e comecei a falar. A primeira coisa que o Espírito Santo me deu foi uma revelação, era como uma visão de raio x pois eu via o que estava escrito no livro que o delegado estava lendo página por página apesar de eu nunca ter lido aquele livro.

Ele ficou impressionado e perguntou quem eu era.

Então eu respondi: Sou um profeta do Deus vivo que ouve, vê e fala. Quando eu disse meu nome ele então me disse que tinha uma ordem de prisão contra mim pela acusação de curar as pessoas. As autoridades da cidade resolveram acabar comigo à mando do padre. Eu lhe disse que Jesus é que curava e não eu, eu só faço o que Ele faz.

Durante a conversa eu vi que ele tinha um problema de enfermidade no nariz e perguntei se ele não queria que eu orasse para que ele fosse curado por Jesus. Ele permitiu e Jesus o curou instantaneamente. Depois disso ele me disse: Vou guardar a ordem de prisão e te dar a oportunidade de ir embora hoje ainda.

Eu lhe disse: O senhor pode me prender mas eu jamais irei embora, nem mesmo se ameaçado de morte.

Ele perguntou porque?

Então respondi:

Eu já sou um homem morto. A vida que hoje eu vivo não é a minha, mas a vida de Meu Senhor Jesus Cristo, por isso é impossível alguém me matar a não ser autorizado por Jesus Cristo.

Ele perguntou se valeria a pena enfrentar os homens grandes daquela cidade.

– Respondi : 

Pela salvação de sua alma eu enfrentaria toda a cidade Pela salvação deste povo eu enfrentaria o inferno inteiro. Minha missão é maior que a minha e a sua vida. Nesta região eu serei prossessado, perseguido e provado em todas as áreas. A luta está apenas começando. Deus ainda tem um grande povo para salvar nessa cidade.

Então o Delegado disse que iria “segurar” a ordem de prisão e iria enfrentar os “donos” da cidade por causa disso. Esse seria o preço que ele iria pagar. E realmente pagou um alto preço que nos próximos capítulos irei contar.

Fomos para a praça da cidade com 800 pessoas. A partir daquele dia só pregamos “cercados” e ameaçados pela polícia. O povo me cercava e me protegia.  Nas próximas 7 semanas pedi a Deus chuva com hora marcada: A chuva tinha que parar as 15:00 e recomeçar as 16:00 pontualmente  E assim Deus fez durante as primeiras 7 semanas. A multidão aumentou e tornou-se incontável nas próximas semanas. Mesmo sabendo que era proibido para nos pregar na praça o povo vinha e faziam um escudo ao meu redor. A cada semana aumentava a multidão. A Notícia saiu a nível nacional na capa do Jornal Voz Quadrangular em outros jornais e revistas em todo o pais. Meu filho Tiago Engel ainda criança presenciou esses fatos e foi companheiro de batalha juntamente com minha esposa . 

Companheiros de batalha:

Meus irmãos Paulo e Denis, Pr Santo Tavares e Leandro Maia, Ademir e Vera Engel e meu Pai Rolf e Teresinha Engel. 

Com ajuda da família e amigos promovemos grandes cruzadas com ônibus que vinham de todas as cidades num raio de 200 km ao redor.

No Estádio de Dona Francisca realizamos Grandes Cruzadas. Quando o Pastor Olegário era o bispo Regional em Cachoeira do Sul (Sede) as igrejas da região participavam em massa.

COMPRA DO TERRENO

Mais tarde a Pra Mara comprou o terreno onde hoje está a igreja. Colocamos a pedra fundamental e consagramos o terreno para construir. Porém agora outra perseguição se levantou contra está obra. A perseguição veio de dentro: Líderes religiosos, verdadeiros lobos vestidos de pastores nos perseguiram, investiram contra nos de tal forma que a perseguição dos inimigos não chega nem perto do que esses líderes fizeram. 

Pelos ataques do inimigo contra esta obra, creio que daqui se levantarão os Elias do século XXI. “Está igreja é a pérola do Jacui”. Cada alma salva nesta igreja é uma jóia valiosa como a pérola, pois foi gerada na fornalha da aflição. Está igreja foi gerada com dores de parto, lágrimas e sofrimento. Creio que todo sofrimento é o preço que pagamos para produzir pérolas. Se apenas uma alma fosse salva valeria todo o sacrifício pois uma alma vale mais do que o mundo todo”.

Mais tarde veio para a cidade o pastor Marciolino que juntamente com sua família lutaram bravamente para erguer as paredes da igreja. Foram combatentes fiéis e edificaram um povo para Deus naquela cidade. 

Depois veio o Pr Valcenir. Quando soube do incêndio me vieram as lembranças. Quanto custa? qual é o preço para se levantar uma igreja? Me emocionei quando meu filho Tiago veio me dizer que jovens estavam fazendo pedágio para reconstruir a igreja das cinzas.

PASTOR HERÓI

“QUALQUER PASTOR QUE ESTÁ DISPOSTO A ASSUMIR UMA IGREJA COMO ESTA É UM HERÓI PARA MIM E MERECE NOSSO APOIO INDEPENDENTE DE DENOMINAÇÃO”.

Nosso ministério foi criado para apoiar as igrejas. Somos um braço que tenta estender a mão aos servos de Deus. Muitas vezes nossas mãos estão vazias e sem condição de contribuir, nestes momentos levantamos as mãos aos céus em oração.

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.

2 Coríntios 4:8-9

O Texto acima é uma pequena parte do livro “Caminho Brilhante” que a Pra Mara está escrevendo sobre a história das Igrejas que foram abertas na Região.

Fonte: www.ministerioengel.com

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