Tabernáculos: descubra quais bênçãos são liberadas nessa festa profética

Essa é a comemoração mais feliz do judaísmo, a terceira do Ano Novo judaico.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL

ATUALIZADO: 27 de setembro de 2018

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Festa dos Tabernáculos (Foto: scoopnest)

“Disse o Senhor a Moisés: “Diga ainda aos israelitas: No décimo quinto dia deste sétimo mês começa a Festa das Cabanas do Senhor, que dura sete dias.” (Levítico 23.33 e 34)

Quando Deus tirou o povo hebreu com braço forte do cativeiro do Egito, conduzindo-os por 40 anos no deserto a caminho da Terra Prometida, eles tinham como abrigo cabanas, que eram erguidas facilmente a partir dos ramos de árvores e tecidos. A partir desta experiência, se originou a Festa dos Tabernáculos, também conhecida como Festa das Cabanas, Festa da Colheita, Festa da Água ou Festa das Nações.

Essa festividade é a terceira comemoração do início do ano judaico, sendo celebrada no décimo quinto dia do sétimo mês, durante sete dias, sendo que no primeiro e no último dia o povo deveria descansar do trabalho e se reunir em santa convocação. No nosso calendário, que é o gregoriano, essa celebração acontece de 23 de setembro a 30 de setembro, em 2018. Essa é considerada a mais solene entre as festividades judaicas.

O grande propósito desta festa, sem sombra de dúvidas, é a lembrança da soberania divina e da provisão em meio ao deserto. O povo hebreu dependia exclusivamente de Deus, sendo que o Todo Poderoso lhe provia tudo o que necessitavam para peregrinar o lugar inóspito com segurança. Por isso, quando eles adentraram na Terra Prometida, o Senhor instituiu a Sucot, como forma de rememorar o cuidado do Senhor no deserto.

Através da Festa dos Tabernáculos o povo engrandeceria ao Senhor, em memória ao cuidado que Ele tem tido desde que tirou os hebreus do jugo do déspota Faraó, governante do Egito. Conforme está escrito em Deuteronômio 8.2 a 5, que sustenta o cuidado de Deus em todas as necessidades do povo.

Conforme está escrito, a presença de Deus no deserto era marcante: “Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas” (Êxodo 40.38).

A nuvem da presença de Deus, que estava sobre o acampamento dos hebreus, cobria o povo como uma cabana, que no original hebraico é “sucá”. Era a cabana do Senhor formada a partir de nuvens de glória, simbolizando a comunhão íntima que o povo tinha com o Criador, que se manifestava com as nuvens e com a coluna de fogo.

Portanto, a presença das nuvens, cercando e protegendo o povo de Deus durante a permanência no deserto, acabariam por tornar-se símbolo de uma das celebrações mais festivas para o povo, quando as cabanas são levantadas e a memória da nação israelita é levada aos longínquos tempos em que eram sustentados pelo Senhor.

A ordem de Deus para que o povo habitasse em tendas fala de uma transformação de caráter moral, social, histórico e espiritual. As cabanas é um símbolo de proteção divina, sustento, provisão e cuidado. Em momentos de aflição pedimos ao Todo-Poderoso que nos “abrigue em sua [cabana]”.

Conforme está escrito: “Pois no dia da adversidade ele me guardará protegido em sua habitação; no seu tabernáculo me esconderá e me porá em segurança sobre um rochedo” (Salmo 27.5).

Há no sétimo mês, conforme orientação da Palavra de Deus, três festas a serem observadas, sendo a primeira a Festa das Trombetas, celebrada no Ano Novo judaico, no primeiro dia do sétimo mês. Nove dias depois, no Dia da Expiação, o povo observava a importância do perdão divino, oferecendo suas ofertas a Deus. Em seguida, temos a Festa dos Tabernáculos, cinco dias após o Dia da Expiação.

A festa nos tempos bíblicos era intimamente ligada à agricultura, pois era realizada depois das colheitas, dando alusão a provisão divina para com a vida dos moradores da Terra Prometida. Por isso, a festividade ganha um significado importante, anunciando salvação e prosperidade para todos que temem ao Senhor.

Em Zacarias 14.17 e 18, a Festa dos Tabernáculos é associada às chuvas, já que este mês também representava o final do período agrícola e o início de um novo ciclo, por isso essa festa também era conhecida como Festa das Colheitas. É por isso que, ao nos debruçarmos sobre o simbolismo desta festa, temos uma ampla visão do significado de fé e da proteção e provisão divina, vislumbrando um reino vindouro, messiânico, onde Jesus Cristo irá prover tudo o que necessitamos.

No início a Presença de Deus se manifestava por entre as nuvens de glória que acompanhavam o povo escolhido e, assim, o sol não os molestava e o calor do deserto era aplacado. Ao adentrar na Terra Santa, o povo teria que guardar em sua memória estes tempos de extremos, lembrando o zelo que Deus teve por eles.

Essas cabanas geralmente eram construídas nos pomares e vinhas, para celebrar o senhorio de Deus sobre a Terra, incluindo o poder que Senhor tem de mandar chuva sobre a terra seca. Era uma maneira de lembrar que tudo o que possuímos pertence a Deus

Confiança em Deus

O ato de celebrar a Festa das Cabanas, visa reforçar os ensinamentos transmitidos através dos profetas, principalmente em relação à soberania de Deus, cujos mandamentos sempre refletiram para o desapego material e a confiança plena na sua provisão em tempos de crise. Ou seja, devemos ter em mente que toda a prosperidade é resultado da ação divina e que tudo pertence ao Arquiteto da Vida.

Obediência a Deus e proteção

Essa festividade, que também é conhecida como Festa da Colheita (como já dissemos), lembra que o fruto da Terra é também resultado da obediência a Deus e Sua proteção. Por isso, a festa tem como característica principal a entrega abundante de ofertas, pois representa a gratidão que temos a Deus e nossa obediência ao mandamento divino, cujo resultado é a proteção plena de nossas posses.

Orando por chuva

Outro nome conhecido da festividade é Festa da Chuva, pois lembra o fato de que após o povo cumprir o mandamento de entregar a décima parte de tudo, ele agora tinha o direito de reivindicar a prosperidade do campo. Por isso, nas orações se introduz a frase em hebraico: “meshiv ha-rua’h u morid ha-gueshem” (o que faz com que o vento sopre e a chuva caia). Essa frase expressa a gratidão pela chuva enviada pelo Senhor.

Assim entendemos melhor a seguinte passagem: “E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos. E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, não virá sobre ela à chuva” (Zacarias 14.16-17).

Significado profético

A Festa dos Tabernáculos, somado a toda a sua representação cultural e espiritual, ainda possui um significado profético, que envolve a tão esperada vinda do Messias pelos moradores da Terra.

O profeta Amós, antevendo a vinda do Messias, escreveu: “Naquele dia levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas, e, levantando-o das suas ruínas restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade” (Amós 9.11).

Por isso, o povo judeu espera a vinda do Messias, o que explica a preservação deste povo tão perseguido, cumprindo o propósito de Deus, em que Israel virá a se tornar a Casa de Deus, Sua cabana, sua moradia, o “tabernáculo de Davi”.

Hoje nós também fomos incorporados a este plano divino, pelo qual nos tornamos tabernáculo de Deus, conforme Ele mesmo determinou ao afirmar que “a mesma lei haja para o natural (israelita) e para o forasteiro (gentio) que peregrinar entre vós”. (Êxodo 12.49).

O profeta Zacarias predisse que na era messiânica: “Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos” (Zacarias 14.16-21).

Também foi profetizado em Miquéias 4.3, quando o profeta afirma que “uma nação não levantará contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra”. O que nos revela a intenção de Deus em fazer dos moradores da Terra uma só nação, debaixo da autoridade do Messias, Jesus Cristo.

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