Sudanesa condenada à morte pela sua escolha religiosa

FONTE: Ministério Engel

ATUALIZADO: 26 de maio de 2014

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Meriam Ibrahim foi condenada à morte por não renunciar à sua religião. Esta jovem mãe, grávida de 8 meses, encontra-se detida com o seu filho de 20 meses, e enfrenta acusações de adultério e apostasia. Ajude-nos a libertá-la!

 

Meriam é uma sudanesa cristã, tem 27 anos, é mãe de um bebé de 20 meses e está no termo de uma gravidez. Tendo sido educada como cristã ortodoxa, casou-se com um sudanês, também ele cristão, desafiando assim a sharia, a lei islâmica em vigor. Por causa disto foi acusada de adultério e condenada a receber 100 chicotadas. O Tribunal de Cartum, onde decorreu o julgamento, acrescentou a este processo a acusação de apostasia – renúncia/abandono da crença religiosa – punida com a pena capital, segundo a lei islâmica. Foram dados 3 dias a Meriam para ela reconsiderar e renunciar à sua religião e, como ela não o fez, será morta por enforcamento.

A Amnistia Internacional considera Meriam uma prisioneira de consciência. A criminalização das escolhas desta mulher é incompatível com os direitos de liberdade religiosa, de expressão, de pensamento e de consciência. A Amnistia Internacional recusa em absoluto, e sem exceções, a pena de morte, por ser o castigo mais cruel, desumano, degradante a que uma pessoa pode ser sujeita, e uma clara violação do direito à vida. 

Contamos consigo para que, juntos, possamos pressionar as autoridades do Sudão para que libertem imediatamente Meriam Yehya Ibrahim, que alterem o seu Código Penal, e que procedam à abolição da pena de morte.

Veja aqui a carta em português.

Carta que será enviada após assinar a petição

Your Excellency Minister of Justice Mohamed Bushara Dousa, 

I hereby urge the sudanese authorities to release immediately and unconditionally Meriam Yehya Ibrahim, a prisoner of conscience, convicted to death penalty solely because of her religious beliefs.

I call on the authorities to repeal Articles 126 and 146, that criminalise apostasy and adultery respectively, in conformity with Sudan’s obligations under international human rights law. 

With this premise, I also urge the authorities of Sudan to abolish the punishment of flogging and the death penalty.

Sincerely,

Para assinar a petição, clique aqui.

Fonte: http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=40&sf_pid=a077000000PILxQAAX

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