Opinião de Joel Engel sobre Bolsonaro e Sérgio Moro

Saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça surpreende o Brasil

FONTE: Ministério Engel

ATUALIZADO: 26 de abril de 2020

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”Confiança é uma via de mão dupla. Travo o bom combate”, disse Jair Bolsonaro.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está tendo dias difíceis em seu governo. Ainda passando pela crise econômica gerada pelo coronavírus, enfrentando a afronta de governadores de oposição e sendo obrigado a exonerar o Ministro da Saúde, agora foi a vez de enfrentar um embate com Sérgio Moro. A saída do ex-juiz do Ministério da Justiça e Segurança Pública, teve ligação direta com a troca do diretor geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, indicado para o posto pelo agora, ex-ministro.

Moro disse que foi surpreendido pela publicação da demissão de Valeixo no “Diário Oficial” e alegou que, além de não ter assinado tal pedido, não recebeu de Bolsonaro uma justificativa específica para tal atitude.

Em seu pronunciamento na tarde desta sexta-feira, Bolsonaro fez um breve histórico de como conheceu Moro pessoalmente e relembrou que o então juiz, naquela época, trabalhando nos processos da Operação Lava Jato, não fez parte de sua campanha à presidência da república. O convite veio depois da eleição.

“O senhor disse que tinha uma biografia a zelar. Eu tenho um Brasil a zelar”, disse o presidente, referindo-se à Sérgio Moro. Ele também falou sobre o seu empenho em ter que abrir mão de sua própria vida e do conforto da sua família em favor do Brasil: “As acusações mais torpes possíveis, não só contra a minha família, bem como aqueles que estão ao meu lado”, desabafou.

Sobre a interferência na direção da PF, Bolsonaro rebateu: “Se eu posso trocar um Ministro, por que não posso, de acordo com a lei, trocar o diretor da Polícia Federal? Eu não tenho que pedir autorização para ninguém para trocar o diretor ou qualquer um outro que esteja na pirâmide hierárquica do poder executivo. Será que é interferir na Polícia Federal, quase que exigir, implorar Sérgio Moro, que apure quem mandou matar Jair Bolsonaro?” – Questionou o presidente, lembrando outras cobranças de investigação importantes que já havia feito à PF.

Bolsonaro reconheceu o trabalho da Polícia Federal e disse que devia sua vida aos policiais, mas também revelou que Maurício Valeixo já havia informado aos seus 27 superintendentes que desde janeiro deste ano, vinha solicitando a Moro a saída da diretoria. “O que queremos da Polícia Federal, é que ela seja usada em sua plenitude e que as suas operações sejam, no mínimo mantidas e no que depender de mim, potencializadas, porque é com o trabalho dela que damos esperança, no primeiro momento, a população brasileira, com o combate à corrupção, ao crime organizado”, disse.

O presidente revelou que Moro revelou por diversas vezes, interesse em assumir o Supremo Tribunal Federal, mas essa não era a intenção de Bolsonaro, que considerou o pedido “desmoralizante”.

No final do discurso, Bolsonaro disse que é difícil conviver com pessoas que pensam diferente e que, apesar disso, torceu muito para dar certo. “Ele fez acusações infundadas, que para muitos, vai deslustrar a sua tão defendida biografia. Desculpa, senhor ministro, o senhor não vai me chamar de mentiroso”.

Durante a aula ao vivo da Escola Profética, o Apóstolo Joel Engel comentou sobre a decisão de Sérgio Mouro e as consequências que isso podem gerar: “O mundo está sendo sacudido. Não há uma unanimidade de uma forma geral e isso também está acontecendo no governo. Em I Samuel 26:11, vemos que Davi, antes de ser rei ungido, era um dos ministros do rei Saul. Apesar de ser um pecador, Saul foi ungido pelo Senhor e por isso Davi não o matou quando teve oportunidade. Essa lição, o ministro Sérgio Moro não entendeu. Mas temos que entender que não se levanta contra o ungido do Senhor e ninguém pode se levantar contra o nosso presidente. Precisamos orar e reconhecer a autoridade que está sobre ele. Pode ser o melhor ministro do mundo, ninguém tem direito de lançar dúvidas. Eu sempre ensinei a meus filhos a não julgar ninguém precipitadamente, pois para alguém ser julgado é necessário levá-lo ao tribunal, diante de testemunhas e dar-lhe o direito de se defender. Não foi isso que o doutor Moro fez. Eu quase chorei com Bolsonaro, mas quero deixar uma palavra para o presidente: ‘existe algo de grande que Deus viu em você para ter te escolhido! Jesus teve 12 ministros e só um foi Judas; mas o senhor já tem mais. Parabéns por suportar tudo isso!’. Amados brasileiros, temos que orar pelo presidente da nossa nação. Lula e Dilma quiseram entregar o nosso país para os comunistas e hoje tem algo satânico ao redor do Brasil levando muita gente a querer roubar o país e muito comunista querendo tomar a nossa nação, por isso muitos querem tirar a credibilidade do governo. Nós não podemos fazer isso”!

 

 

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