ATUALIZADO: 10 de junho de 2018
Apesar dos desafios, o ministério pastoral deve ser almejado por todos os que desejam as honras do Criador.
“Esta é uma palavra fiel: Se alguém almeja o episcopado, excelente obra almeja.” (1 Timóteo 3.1)
As honras prometidas na Palavra de Deus para os que, com coragem, aceitam o desafio de liderar a Igreja, são realmente motivadoras. Mas os padrões exigidos também são altos, o que faz desta vocação um chamado que muitos almejam, mas que poucos conseguem exercer com distinção.
As listas de qualidades exigidas para o exercício deste ministério mostram que é necessário muito esforço, assim como autodisciplina, para que de fato a vida do líder da Igreja possa ser vista como irrepreensível. Porém, a bem da verdade, muitas vezes os líderes da Igreja enfrentam incompreensão, calúnias, desilusões, desprezo, desrespeito, entre tantas outras coisas.
Ainda assim, apesar de todos os desafios, não há vocação mais sublime do que essa, pois é através do ministério pastoral que almas são alcançadas, santos são edificados e os céus são povoados para a glória de Deus. Exercer este chamado é algo de valor imensurável, pois ele representa uma missão divina.
Desde o Antigo Testamento, conforme podemos acompanhar na Bíblia, homens e mulheres vêm recebendo o chamado divino para cuidar das coisas espirituais, contribuindo com aqueles quequerem ter um relacionamento de intimidade com o Criador.
Moisés, por exemplo, recebeu a missão de conduzir o povo de Israel para a terra prometida, mas também deveria exercer a liderança profética sobre aqueles que viriam a ser tornar a geração que repersentaria a Deus diante dos outros povos. Por isso, como líder espiritual, Moisés recebia a instrução divina de como deveria agir.
Isso também aconteceu com grandes profetas, como Samuel, Elias, Eliseu, Jeremias e tantos outros. Todos receberam de Deus a missão de instruir o povo, de forma que os homens viessem a ter um encontro verdadeiro com o Todo Poderoso, obedecendo aos mandamentos e buscando oferecer uma adoração genuína para o Senhor.
No Novo Testamento, após a passagem de Jesus Cristo pela Terra, grandes homens também seriam levantados para exercer o chamado ministerial, mas desta vez com o objetivo de anunciar a salvação de Deus através do Seu Filho.
Após ter negado a Jesus Cristo, Pedro recebeu do Mestre este belo chamado ministerial. Disse Jesusa Pedro: “Pastoreie as minhas ovelhas” (João 21.16). Paulo também foi chamado após ter perseguido a Igreja: “O Senhor lhe disse: Vai, porque este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois Eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo Meu nome” (Atos 9:15 e 16).
E foi justamente Paulo quem mais ensinou sobre as qualificações necessárias para o exercício do chamado ministerial. Esse grande homem de Deus instruiu com muito esforço aqueles que deveriam trabalhar na edificação da Igreja. É ele que lista, em 1 Timóteo 3. 2 – 10, tudo o que seria necessário para o bom testemunho do pastor.
Aquele que almeja exercer o ministério pastoral, que acredita ter uma vocação para liderar a Igreja, deve observar com cuidado todas as orientações que a Palavra de Deus nos deixa sobre esse trabalho espiritual. Principalmente porque a responsabilidade com o cuidado das coisas de Deus é enorme.
Como diz a Palavra de Deus: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hebreus 13.17).
Portanto, finalizo lembrando que nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, o pastor é chamado de anjo da Igreja. Isso não significa que exista umasuperioridade daquele que exerce este chamado, mas que os pastores e líderes precisam zelar pelo cuidado dos santos, assim como os anjos procuram fazer a vontade de Deus.
Aos homens que exercem este ministério, lembro da honra prometida por Deus para os que guardarem até o fim o seu chamado: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4.8).
Joel Engel