ATUALIZADO: 15 de outubro de 2018
Sempre houve e sempre haverá aqueles cujo empenho busca calar a voz dos profetas de Deus. Basta lembrar os tempos bíblicos, quando governantes, reis e autoridades se levantavam contra os ungidos do Senhor, perseguindo, prendendo e matando todos aqueles que falavam a verdade.
Isso não seria diferente em nossos tempos, quando os sinais do fim parecem estar evidentes e grupos políticos, autoridades, governantes e organizações tentam calar os profetas de Deus. Pois está escrito: “Onde não há profecia, o povo se corrompe” (Provérbios 29.18a). Mas ninguém pode fazer isso!
Lembre-se dos tempos de Elias, quando o profeta denunciou o que estava acontecendo no Reino do Norte, quando o rei Acabe casou-se com uma idólatra, sacerdotisa de ídolos, que acabou corrompendo o povo. Uma mulher que perseguiu e tentou calar aqueles que temiam a Deus.
Jezabel institucionalizou a adoração aos falsos deuses Baal e Aserá, sustentando com dinheiro público os sacerdotes que serviam a esses ídolos (1 Reis 18.4), inclusive colocando-os a comer com ela em sua mesa (1 Reis 18.19). Ela também calou e corrompeu muitos sacerdotes e profetas do Senhor.
Através de leis abusivas, aqueles monarcas corromperam o povo de Deus, levando-os a pecar, pervertendo as crianças e adolescentes, levando os jovens a depravação, destruindo a moral e os bons costumes. E punindo, perseguindo, prendendo e matando os profetas que temiam ao Senhor.
Com aqueles que resguardavam a Lei do Senhor amordaçados, eles levariam o povo a desgraça. Foi quando levantou-se Elias, um anônimo, de um lugarejo desconhecido, mas que que tinha a coragem necessária para se posicionar contra o mal. Um homem de oração, que declarou que não choveria e por três anos e seis meses não choveu (Tiago 5.17).
Elias também sofreu com a perseguição feroz de Jezabel, ao ponto de ficar deprimido e fugir para uma caverna. Mas foi neste momento de extrema melancolia, quando parecia que a mentira prevaleceria sobre a verdade, que o Eterno levantou-se bradando contra aqueles falsos profetas e seus governantes corruptos.
Eu também, ao longo do meu ministério, já sofri com a perseguição de políticos déspotas, que buscavam calar a voz de Deus através de decretos, leis e ameaças. Como o caso que já relatei, quando um prefeito do Partido dos Trabalhadores (PT) liberou um decreto me proibindo de pregar em um ginásio municipal em Santa Maria.
Este prefeito liberou um decreto para que eu não realizasse mais eventos no Centro de Atividades do município, local conhecido como Bombril, e por conta daquele decreto me vi obrigado a deixar a cidade. Prometi que retornaria um dia, o que veio há acontecer poucos anos depois, quando foi fundada a Escola Profética.
Agora, vejo em âmbito nacional, em período eleitoral, a ameaça velada feita pelo Partido dos Trabalhadores contra líderes evangélicos. Segundo notícia divulgada pelo jornal “O Estado de São Paulo”, o PT quer punir os pastores que orientarem os membros de suas igrejas a não votarem em Fernando Haddad, candidato a Presidência da República.
Já disse aqui, em outro artigo, que não me espanto em ver este tipo de posicionamento do PT, pois ainda lembro o que disse o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho (PT), quando em 2012 esteve em Porto Alegre e prometeu uma “disputa ideológica” com os evangélicos.
Desde que li essa notícia, passei a alertar os pastores para que se posicionem em apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), que concorre ao cargo contra o petista. Pois acredito que essa afronta deve ser respondida a altura. Não devemos aceitar colocarem uma mordaça em nossas bocas, pois como disse Jesus: “Se estes [seus discípulos] se calarem, clamarão as pedras” (Lucas 19.40 – grifo do autor).
Contudo, este meu posicionamento tem gerado represália. Utilizando-se de todos os artifícios para tentar calar a nossa voz. Assim como outros pastores estão sendo perseguidos, também nós estamos enfrentado dificuldades pelo nosso posicionamento contrário a ideologia petista.
E, como temos visto, é o que eles estão tentando fazer através de marchas e manifestações, como a que ocorreu na semana passada em Porto Alegre, quando um grupo gritava em alto e bom som que “Igreja fascista está em nossa lista”. Trata-se de mais uma tentativa de tentar calar a voz dos profetas de Deus.
Concluo afirmando que, ainda que a perseguição se levante contra nós, os homens de Deus não devem se calar. Precisamos continuar anunciando a verdade, pois o conhecimento da verdade liberta. Jesus Cristo disse: “E, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32).
Assista:
Joel Engel