ATUALIZADO: 1 de novembro de 2018
Foto: Adriana Spaca / Agência O Globo
Uma nota oficial divulgada nesta quinta-feira (1º) pelo juiz federal Sérgio Moro, confirma que ele comandará o Ministério da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Moro teve uma reunião na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
O juiz federal afirma em nota que vai deixar novas audiências da Operação Lava Jato, para “evitar controvérsias desnecessárias”. Sérgio Moro ganhou destaque internacional por comandar a operação na 1ª instância, onde desmantelou um esquema internacional de corrupção.
A nota também afirma que o juiz viu como muito importante a possibilidade de implementar uma “forte agenda anticorrupção e anticrime organizado”, o que levou a considerar o convite importante na sua decisão.
Com a saída de Moro, a Operação Lava Jato deve continuar em Curitiba, com “valorosos” juízes locais, segundo disse em nota. Ele também afirma que pretende “consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos” ao assumir a pasta, afastando “riscos de retrocessos por um bem maior”.
Para o apóstolo Joel Engel o anúncio de que o juiz Sérgio Moro aceitou o convite demonstra que “Deus está levantando um governo de justos”. Ele afirma ainda que essa é uma resposta de oração da Igreja, pois o Senhor está usando Bolsonaro para fazer as escolhas corretas, julgando o que chama de “espírito da corrupção”.
“Quando Deus vai fazer algo em uma nação, ele começa com os profetas, depois ele levanta os juízes, formando então o governo. Isso é o que está acontecendo no Brasil. O Senhor já falou pela boca dos profetas, agora está levantando o governo dos justos, que vão executar a Justiça”, comentou.
Veja a íntegra da nota:
Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal, na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes. Curitiba, 01 de novembro de 2018.
Joel Engel