ATUALIZADO: 7 de agosto de 2014
Em seu artigo, Tim Stanley afirma que a perseguição a cristãos no Iraque é crime de guerra que, estranhamente, parece que ninguém quer se pronunciar a respeito (foto: Stefan J. Bos)
Ao pesquisar sobre a perseguição de cristãos iraquianos, um jornalista britânico constatou que a situação atual é “digna de desprezo”. Tim Stanley escreveu um artigo para o diário britânico The Telegraph recentemente, onde deixa queixas sobre o êxodo de cristãos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
No texto, ele retrata o contexto como um “crime de guerra que, estranhamente, parece que ninguém quer se pronunciar” a respeito. Dentro das obrigações que os cristãos iraquianos vivem, ele entende que o momento dos cristãos no país se resume a “uma escolha pouco atraente: se converter, pagar um imposto religioso, ou ser colocado para a espada”.
Durante o período sob comando do ditador Saddam Hussein, há pouco mais de dez anos, antes da invasão dos EUA, a população cristã no Iraque era de cerca de 1,5 milhões de pessoas. Uma das principais reivindicações de Stanley é para que o Ocidente se mova, já que esteve tão envolvido no Iraque na última década e hoje cala sua voz.
“As ruas de Londres se enchem de milhares que marcham contra a operação militar de Israel na Faixa de Gaza; o Ocidente trilha poderosamente contra os separatistas na Ucrânia, mas quanto ao Iraque não há nada”, questiona o estudioso.
Tim Stanley: “Ocidentais têm sido treinados a pensar nos cristãos como ‘agentes de agressão, e não a sua vítima’, e por isso estão surdos aos pedidos de ajuda”
Para Stanley, os chefes de Estado ocidentais estão mais preocupados com questões de território do que sobre direitos humanos, o que “faz nos sentir envergonhados com a própria ideia de ver cristãos como uma minoria perseguida”. Ele acrescenta que “ocidentais têm sido treinados a pensar nos cristãos como ‘agentes de agressão, e não a sua vítima’, e por isso estão surdos aos pedidos de ajuda”.
Seja qual for a razão, Stanley aponta que alguma providência deve ser tomada, pois tal silêncio não pode ser tolerado, sobretudo pelo esforço que o povo cristão do Iraque tem manifestado para continuar professando sua fé.
“Qualquer desgosto com a nossa própria covardia moral deve ser equilibrada pela admiração para os iraquianos que continuam a dar testemunho de sua fé, em uma terra que se move cada vez mais perto de proibi-los. A sua resiliência ilustra a diferença entre o islamismo fundamentalista e o cristianismo. O primeiro é uma religião de assassinos, este último é uma religião de mártires”, complementa o acadêmico, criticando o lado extremista do Islã.
Fonte: The Christian Post
Joel Engel