Jesus, o amigo dos culpados arrependidos

Uma noite onde a glória de Deus desceu em milhares de lares!

FONTE: Ministério Engel

ATUALIZADO: 24 de maio de 2020

FacebookTwitterWhatsApp

O culto da família de terça-feira (19) ficou marcado como um dos mais fortes e emocionantes, desde que as mensagens passaram a ser transmitidas pela internet. O tema Evangelístico abordou uma das lindas características de Jesus: amigo dos culpados arrependidos. Desta forma, o Apóstolo Joel Engel falou sobre algo peculiar, inerente a essa amizade sobrenatural – o fato de Jesus não rejeitar bandidos, pessoas fora da lei, que estão às margens da sociedade. Para ilustrar essa mensagem, Engel voltou à década de 80, quando serviu ao Senhor na favela Cristo Rei, na cidade de Cachoeira do Sul (RS), onde ele teve a oportunidade de conhecer pessoas que possuíam diversos problemas com a justiça.

Testemunho

E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido. E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento. Marcos 2:15-17

Desde a sua conversão, Engel sentiu o chamado para ganhar almas. Isso se intensificava quando se tratava de pessoas consideradas violentas e perigosas. “Eu fui o pior da minha família, então acho que isso me atraía para as pessoas consideradas como ‘piores’ pela sociedade. Eu queria que Jesus se tornasse amigo dos meus amigos”, explicou o Apóstolo.

“Tive grandes amigos no início da minha trajetória como pregador. Meus primeiros intercessores, foram conquistados na favela Cristo Rei. Eu morava há 400 metros dessa comunidade, que era a mais pobre de Cachoeira do Sul (RS). A primeira vez que eu recebi um milagre de Deus na minha empresa, que estava falida e foi ressuscitada, eu tinha ido levar um pouco de pão na favela, como forma de gratidão por tudo o que o Senhor tinha feito a mim e à minha família. Chegando lá com esse saco de pão, eu ainda pedi outro milagre, estava precisando de lenha para a empresa e Deus me atendeu. Aquilo me ascendeu a chama do social, pois eu via que ao servir os pobres, Deus me abençoava. Até hoje fazemos projetos sociais, como o que está em andamento, onde queremos distribuir mil cobertores em Santa Maria e região, para proteger do frio as pessoas que mais precisam”, explicou o profeta, mostrando um dos cobertores que devem ser distribuídos ainda essa semana.

“Eu estava saindo da falência, me livrando de mais de 30 processos, começando uma caminhada com Jesus e assim, perguntei a Ele qual seria o primeiro lugar onde Ele iria, caso voltasse à terra em forma humana e começasse a ministrar. Em sonho, o Senhor me respondeu que iria em uma favela. Eu tive um certo temor quando entrei na favela pela primeira vez, mas meu coração foi quebrantado ao ver situações difíceis de fome, frio, doenças terríveis, além de histórias fantásticas de pessoas que outrora, tiveram uma boa vida, mas perderam tudo, indo parar ali. Então, a minha missão era levar boas notícias sobre Jesus e o que Ele havia feito em minha vida. A cura, a restauração, a restituição. Eu levava pão, mas antes de entregar o pão físico eu oferecia o pão espiritual, a palavra de Deus. Foi assim que eu acabei conhecendo o maior marginal, o bandido mais temido da favela Cristo Rei. Tonho era chefe de quadrilha, considerado um dos piores e mais violentos homens da favela. Eu ainda não conhecia Jesus muito bem e não sabia se Ele poderia salvar alguém assim. Uma noite, quando eu chegava na favela, encontrei o Tonho bem chateado, seus amigos disseram que ele seria julgado e condenado no dia seguinte. Nenhum dos amigos poderiam acompanhá-lo pois todos eram procurados pela justiça. Mas aí eu disse que um amigo iria com ele: Jesus, o amigo e advogado dos pecadores, dos culpados arrependidos. Eu me propus a ir ao julgamento como representante de Jesus, apesar de minha situação não ser favorável naquele momento. Eu também estava sendo procurado, respondia a 33 processos judiciais por dívidas da padaria, mas para levá-lo à Cristo, eu estava disposto a arriscar minha própria liberdade”, disse Engel.

A revelação do grande amor de Deus pelos perdidos

“Tonho podia ser brigão, perdido, assassino, violento, mas Deus sabia que ele tinha algo de bom dentro dele. Jesus procura os perdidos porque quer salvá-los e trazer para o lado do bem. Ao prometer para o Tonho que ele não iria pro fórum sozinho, eu tive a visão de um ser alto, forte, musculoso, parado em minha frente e depois marchando ao meu redor. Era um anjo. Ele parou atrás de mim e me vestiu com uma capa. Naquela hora eu senti algo tão extraordinário, que parecia que eu poderia enfrentar o maior exército desse mundo. Algo diferente aconteceu comigo. Deus estava me capacitado para essa missão importante na Cristo Rei. Aqueles que buscam a Deus de todo o coração serão  encontrados pelo Senhor”, disse Engel e continuou: “Jesus foi criticado pelos religiosos por andar e comer com os pecadores. Ao ser acusado, Jesus disse que veio para os doentes, para salvar os pecadores arrependidos e isso mudou o meu pensamento. Fomos ao fórum e em 29 minutos o Tonho estava livre! Foi para casa, absolvido de qualquer condenação”.

Engel também chamou a atenção para um ponto importante de sua ministração: a facilidade em se relacionar com pessoas fora do padrão.

“Conheci pessoas consideradas as piores da sociedade, envolvidas com tráfico, com crimes, entre tantos problemas. Entendi que Deus escolhe os piores e que no fim, eles se tornam os melhores”, disse emocionado.
A notícia da conversão do Tonho se espalhou e começaram a vir outras pessoas, integrantes das quadrilhas e assim, a igreja da favela Cristo Rei foi crescendo.

Sobre os processos que enfrentou em Faxinal do Soturno, anos depois, Engel lembrou-se de que já havia passado mais de 20mil pessoas pelas reuniões na época, mas ninguém quis ir com ele ao fórum, por medo. “Eu estava no fórum para ser julgado por curar em nome de Jesus e somente o Tonho estava lá, para me apoiar. Eu perguntei: ‘o que você está fazendo aqui?’ E ele disse: ‘lembra quando o senhor foi no meu julgamento para me apoiar? Pois hoje eu estou aqui para te dar uma força!’ – Foi esse Jesus que eu aprendi a conhecer e eu quero apresentá-lo a você”!
Finalizando a ministração, Engel e a família oraram pelos que estavam acompanhando o culto, convidando-os a entregarem suas vidas para Jesus. “Quero convidar você que está aí do outro lado. Você que perdeu a cabeça e agiu de forma errada. Quero orar para que Jesus seja seu amigo. Se você sente que hoje não tem ninguém, que está sozinho, não tem nenhum amigo, nem parente, e vive isolado, como se estivesse infectado pelo coronavírus, Jesus está dizendo que está aí com você! Ele é nosso amigo e não nos abandona”.

Assista ao testemunho completo:

 

FacebookTwitterWhatsApp

COMENTÁRIOS