Jesus e diabo no carnaval: a Igreja não pode se calar

"O foco era esse mesmo, era chocar! Acho que a gente alcançou o nosso objetivo, que era mexer com essa polêmica de Jesus e o diabo, com a fé de cada um", afirmou ele.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL

ATUALIZADO: 8 de março de 2019

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(Imagem: Reprodução – Rede Globo)

No segundo dia de apresentações do desfile de carnaval no Sambódromo de São Paulo, a Gaviões da Fiel expôs uma encenação que nada mais era a expressão do desejo do grande e real dono daquela festa, Satanás.

Com atores fantasiados sob a coordenação do coreógrafo Edgar Junior, a escola de samba paulista encenou o diabo humilhando e derrotando Jesus Cristo, causando revolta e indignação aos adeptos da fé cristã.

Segundo o coreógrafo explicou durante uma entrevista no camarim da rede globo, a intenção da performance era realmente de polemizar sobre Jesus e o diabo e não sobre Santo Antão, como muitos tentaram justificar ao defender a escola.

“O foco era esse mesmo, era chocar! Acho que a gente alcançou o nosso objetivo, que era mexer com essa polêmica de Jesus e o diabo, com a fé de cada um”, afirmou ele.

Indo além da liberdade de expressão ou licença poética, este tipo de afirmação já assegura a base para as intenções ofensivas deste tipo de enredo escolhido — o que é passível da aplicação do rigor da lei, conforme o artigo 208 do Código Penal (Decreto Lei 2848/40): “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”, que é considerado crime, com pena prevista de “detenção, de um mês a um ano, ou multa”.

Mais que o rigor da lei, creio que a Gaviões da Fiel também precise entender o rigor da nossa fé cristã — não no sentido de vingança, mas sim no sentido de um posicionamento firme por parte das igrejas e lideranças cristãs. É hora das igrejas expressarem se oficial e formalmente com suas notas de repúdio. É hora de cobrar de nossos representantes no poder público uma atitude efetiva e acompanhar à medida que essas atitudes forem tomadas.

Enquanto vejo muitos cristãos afirmando que “Jesus não precisa ser defendido” e que “todos nós sabemos qual é a história real, que Jesus venceu Satanás” — o que é verdade — também entendo a necessidade de defendermos a nossa fé, porque não acreditamos no que acreditamos sem razão. Nossa fé tem valor e o preço pago na cruz foi um preço de sangue por cada um de nós. Além disso, não deixaríamos de nos pronunciar se alguma das pessoas queridas nossas fossem ofendidas daquela forma, então por que vamos nos calar diante de um caso desses.

Sim! Sabemos do final verdadeiro daquela história: Jesus venceu Satanás, naquela cruz pagou um alto preço por toda a humanidade. Mas não podemos aceitar que escarneçam da nossa fé dessa forma.

Convoco os pastores e todos os líderes cristãos a se posicionarem contra essa afronta.

Que Deus nos fortaleça.

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