Jair Bolsonaro conquista apoio maciço de evangélicos

Candidato do Partido Social Liberal (PSL) tem atualmente 71% dos votos evangélicos.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL

ATUALIZADO: 22 de outubro de 2018

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Candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, REUTERS/Ricardo Moraes

As pesquisas de intenção de votos mostram que os evangélicos já definiram qual o candidato à Presidência da República terá o apoio maciço do segmento. Jair Messias Bolsonaro, do Partido Social Liberal, conquistou a maior parte do eleitorado evangélico e aparece com 71% dos votos deste grupo.

Isso mostra que as investidas de Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), na busca do voto evangélico não foram bem sucedidas. Haddad buscou se aproximar deste segmento somente no segundo turno, diante de uma eventual vitória de Bolsonaro.

No primeiro turno, o candidato do PT mantinha em seu plano de governo a defesa clara de questões sensíveis para os evangélicos, como a legalização das drogas, o controle da mídia e a defesa do aborto como uma das bandeiras de sua candidata à vice, Manuela D’Ávila.

Mas no segundo turno sua campanha sofreu uma verdadeira transformação, incluindo a supressão da figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a mudança da cor vermelha pelas cores da bandeira do Brasil. O candidato petista também tentou negar temas historicamente defendidos pela esquerda.

Apesar desta investida para conquistar o eleitorado evangélico, Haddad foi duramente criticado, pois através de “carta compromisso” ele mentiu ao tentar desassociar seu futuro governo com a ideologia comunista. Essa negação dos ideais marxistas chegou a ser denunciada pelo apóstolo Joel Engel.

O apóstolo revelou através de um artigo publicado no Portal Guiame, que o candidato do PT tem admiração pelo socialismo e chegou a escrever livros e trabalhos acadêmicos sobre o tema. O livro “Em Defesa do Socialismo” foi publicado pela editora Vozes (Petrópolis), em 1998.

Diversos líderes evangélicos passaram a manifestar apoio ao candidato do Partido Social Liberal, inclusive o apóstolo Joel Engel, que conclamou outros pastores a se posicionarem, alertando sobre o risco que um possível governo socialista poderia trazer a liberdade religiosa.

Líderes como Silas Malafaia, pastore presidente da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pastor José Wellington Júnior, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, apóstolo Glaucio Coraiola, presidente do Ministério Servo da Orelha Furada e o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Reino de Deus, são alguns dos líderes que também apoiam Jair Bolsonaro.

Fernando Haddad chegou a chamar Edir Macedo de “charlatão” após ele ter declaro apoio a Bolsonaro, o que fez com que vários pastores e líderes se manifestassem em solidariedade ao líder da Universal, considerando que o ataque atingiu todos os evangélicos.

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