Homenagem aos heróis que salvaram vidas no incêndio da Kiss

FONTE: Ministério Engel

ATUALIZADO: 23 de janeiro de 2014

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Um ano depois Joel Engel lembra dos heróis que salvaram vidas no incêndio da kiss.

Falamos muito da tragédia, mas devemos lembrar também daqueles heróis que arriscaram suas vidas para salvar pessoas naquela noite.

Devemos lembrar, homenagear e orar agradecendo por termos entre nós pessoas maravilhosas que estão dispostas a arriscar suas vidas por seus amigos.

Atos nobres como este nos leva à meditar em uma palavra que Jesus disse:

 

Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. (Jo 15:13) 

A noticia e a foto abaixo percorreram o mundo transmitindo uma mensagem: Nossa terra não tem só desgraça mas tem também grandes heróis.

 

‘Tentei salvá-la, mas a pele do braço dela começou a sair’, diz estudante que ajudou no resgate em Santa Maria

 

Ezequiel Corte Real (ao centro) carrega corpo de vítima no incêndio da boate Kiss

A foto dele carregando uma das vítimas do incêndio em Santa Maria (RS) correu o mundo. Ezequiel Corte Real, 23, reapareceu nesta quinta (31) ao meio-dia na frente da boate Kiss e disse que o homem que ele levou para fora da casa noturna teria morrido, sem revelar seu nome, pedido feito pela família da vítima.

“A irmã dele, Bruna, me ligou hoje para agradecer minha tentativa”, afirmou, acrescentando que não sabe quando ocorreu a morte.

O estudante de educação física da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) disse que não gosta de voltar ao local da tragédia: “Parece o inferno, me lembra uma guerra”.

 

Corte Real reconta o drama das primeiras horas após o início do fogo: “Eu saí da boate, respirei fundo e voltei, porque tinha muitos amigos meus lá dentro”.

E continua: “Quando voltei, vi uma pilha de gente perto da porta do banheiro. O ‘carinha’ que eu peguei estava em cima e parecia morto. Eu tentei arrastá-lo, mas era muito pesado. Confesso que queria pegar uma menina que estava embaixo, gritando por socorro. Mas, quando fui pegá-la, a pele do braço dela começou a sair, foi horrível”.

  

 

‘Estou fortalecido’, diz pai de ‘herói’ que morreu após salvar 14 na Kiss. 

 

Ogier Rosado, de 51 anos, pai do estudante de educação física Vinicius Montardo Rosado, de 26 anos, que foi um dos jovens que morreram no incêndio na boate Kiss, em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Segundo testemunhas, Vinicius salvou pelo menos 14 pessoas antes de morrer. Após a tragédia, o pai do jovem quer levar a mensagem que o filho transmitiu em um momento de desespero, muita solidariedade e carinho ao próximo, sem deixar de lutar por Justiça.

“Existem pais que ainda estão demolidos. Existem pais que ainda lutam por vingança. Eu, na primeira semana, fiquei muito revoltado. Eu não estou forte, eu estou fortalecido. Eu tinha dois filhos naquela boate”, conta. A irmã de Vinicius, a auxiliar de escritório Jéssica Montardo Rosado, de 24 anos, também estava no local no dia do incêndio, mas conseguiu se salvar. ”Lutando por Justiça sempre, mas não por vingança, essa é a nossa palavra de ordem”, disse.

Ogier conta que o filho Vinicius voltou três ou quatro vezes para dentro da boate, e depois que saiu com duas pessoas debaixo do braço desmaiou, foi socorrido e não conseguiu sobreviver. Ele confessa que até tentou culpar o filho naquela noite e pensou que ele que poderia estar vivo se não fosse tentar salvar outras pessoas. “Mas eu criei um jovem assim, que agia simples, que agia com coisas básicas, com um sorriso, um abraço e um auxílio”, falou. Se o filho fez isso, ele acredita que o ato deve ser passado adiante. “A mensagem que eles (jovens mortos) querem para gente é essa: que o Brasil mude, que Santa Maria, mude que o Rio Grande mude e que São Paulo mude. 

  

Heróis de Santa Maria relembram noite do incêndio na boate Kiss

Durante o resgate, diversas pessoas — além de médicos e bombeiros — ajudaram a salvar vidas

Do R7, com Domingo Espetacular

Em meio a uma das maiores tragédias do País, diversos heróis surgiram durante o incêndio na boate Kiss. Um vizinho da casa noturna, por exemplo, gravou imagens do local assim que o incêndio começou. Mas, quando ele percebeu a gravidade do que acontecia, parou de gravar e foi ajudar também.

Uma médica que estava de plantão no pronto-socorro para onde foram levadas as primeiras vítimas se lembra de que recebeu muito mais pacientes do que imaginava. Ela pediu ajuda e conseguiu mobilizar cerca de 50 profissionais naquela noite.

A médica conta que as vítimas não chegavam chorando ou gritando de dor. Segundo ela, estavam todos em silêncio, olhando para o nada, em estado de choque. Mais de 800 profissionais de saúde trabalharam na operação de salvamento do incêndio. Muitos jovens, assim que escaparam do incêndio, voltaram à boate para resgatar vítimas. Um desses heróis conta que só pensava em tirar mais pessoas de dentro da casa noturna.

A mãe de um dos jovens que ele ajudou agradeceu a atitude do estudante. O rapaz acredita que ajudou mais de 15 pessoas, mas não sabe se todos sobreviveram. Ele conta que se protegeu usando a camiseta molhada como máscara.

Muitos que tentaram salvar os feridos não sobreviveram. Também foram intoxicados pela fumaça do incêndio. Um estudante de educação física deu a vida para ajudar outras pessoas. Segundo amigos, ele resgatou pelo menos 14 pessoas.

 

“Ele morreu como herói”, diz amigo sobre militar carioca que voltou para socorrer vítimas em boate

Felipe Martins

Do UOL, no Rio

O militar do Exército, Leonardo Machado de Lacerda, 28, foi uma das vítimas da tragédia na boate Kiss em Santa Maria, Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo.

O amigo da família Marcelo Moreira, 65, contou que o rapaz voltou três vezes a Kiss para resgatar sobreviventes, dentre elas o seu superior e duas amigas. “Ele morreu como herói tentando salvar vidas. Salvou o capitão dele e duas amigas”, disse. “Era um menino muito estudioso. O filho que todo pai queria ter. Sempre quis dedicar a vida ao Exército”, completou.

Ainda segundo o amigo da família, o tenente foi à boate Kiss comemorar a transferência para a cidade de Santa Maria, onde já estava há quinze dias depois de um período na cidade de Rosário também no Rio Grande do Sul. Muito emocionada, a vizinha da casa onde o militar morou com a família num condomínio em Copacabana, zona sul do Rio, Maria Ofélia de Figueiredo Beck, 65, afirmou que o jovem que ela viu crescer “morreu igual a Cristo”. “Ele foi muito feliz enquanto viveu. Deixou um legado para todos nós: seja solidário. Ele morreu igual a Cristo, entregou a vida por aquelas vítimas. Ele é como Cristo que morreu por nós. Queremos apenas que ele descanse em paz na eternidade”, disse.

Ainda segundo a amiga da família, os pais do rapaz não queriam que ele seguisse a carreira militar, mas acabaram convencidos pela determinação do filho. “Parece que eles estavam adivinhando o que poderia acontecer. Mas Leonardo tinha essa vocação, dizia que queria ser do Exército desde os 16 anos, estava decidido e os pais acabaram aceitando, não teve jeito”, lembrou.

O coronel Mário Fonseca, representando o Comando Militar do Leste, informou que o tenente era oficial de cavalaria do Primeiro Regimento de Carros de Combate.

“Ele tentou salvar os companheiros, uma atitude esperada de qualquer militar. Esse instinto de salvamento é inerente à profissão. Infelizmente, perdemos oito companheiros”, disse.

 

Com informações Uol, G1, R7 e Domingo Espetacular.

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