Faça-me teu Pai: o modelo da paternidade divina

O desejo intenso de Deus em manter um relacionamento de intimidade com seus filhos.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL, JOEL ENGEL JUNIOR

ATUALIZADO: 19 de junho de 2018

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(Imagem: Ministério Engel)

Quando Jesus Cristo ensinou sobre como devemos buscar ao Arquiteto da Vida, Ele expressou a mais importante qualidade divina: Deus é “pai”. O uso desta palavra revela o intenso desejo que o Senhor tem de ter filhos que busquem um relacionamento de intimidade com Ele, como sendo quem gerou toda a humanidade.

Em sua oração, Jesus diz:

Pai-Nosso

Que estás nos céus,

Santificado seja o Teu nome,

Venha a nós o Teu reino,

Seja feita a Tua vontade,

Assim na terra como no céu,

O pão nosso de cada dia nos dá hoje,

Perdoa as nossas ofensas,

Assim como temos perdoado a quem nos tem ofendido,

E não nos deixes cair em tentação,

Mas livra-nos do mal. (Mateus 6.9 – 13)

O Pai-Nosso é só um dos ensinamentos que podemos ler na Bíblia e que expressa o desejo que Deus tem de ser amado como um pai. Este anseio divino pode ser observado em toda a Palavra de Deus, desde Gênesis a Apocalipse. Em todas as coisas podemos ver Deus se revelando como um pai.

Por isso, com base nos ensinamentos do Santo Livro, quero falar sobre a paternidade de Deus e o modelo que tenho de paternidade, que acredito corresponder ao divino. A identidade essencial que podemos ter do Senhor é que Ele é o “Pai Celeste” e que todos almejamos encontrar um dia com Ele.

Meu pai criou três filhos, passando os melhores valores, como de nunca desistir, em uma época em que as pessoas são inconstantes. Ele mostrou como a honestidade pode ser honrosa para aqueles que não se deixam corromper por uma sociedade que se perdeu na corrupção e desonestidades. E, mais do que isso, ele é um exemplo na sua maneira de agir.

O pai é casado com a mesma mulher há 40 anos, em uma época onde o divórcio é mais provável do que o casório. E ele sempre mostrou-se como um marido fiel, em uma época onde a traição é quase justificada pela sociedade, tratando a esposa com carinho e afeto, em um país onde a grande maioria das mulheres já sofreu algum tipo de assédio.

Acredito que quando Jesus Cristo citou o seu Pai em diversas ocasiões, tinha em seu coração o mesmo sentimento que tenho hoje, enquanto descrevo algumas das qualidades que vejo no meu pai. É evidente que as qualidades de Deus são imensuráveis, mas quando imagino a paternidade divina, penso no modelo que já tenho.

Consigo pensar em Deus como o melhor Pai que existe, pois tenho o privilégio de ter o melhor pai do mundo. E assim como meu pai tem exercido a paternidade por “adoção”, quando acolhe filhos espirituais em diversas partes do mundo, o Pai Celeste também tem nos adotado como filhos, nos amando de todo o coração.

Conforme está escrito em Efésios 1.5: “E, em seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade”.

Jesus Cristo é o único filho de Deus. Ele tem pleno direito de receber o amor paterno do Senhor. Mas Ele permite que sejamos adotados por meio da nossa fé. E quando somos adotados pelo Senhor, assim como o pai que adota um filho, passamos a ter todos os direitos que essa paternidade nos entrega.

Como diz a Escritura: “Mas, quando chegou à plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gálatas 4.4 – 5).

Creio que a paternidade espiritual que meu pai exerce, dando aos que são recebidos em sua cobertura espiritual direitos de filho, é uma paternidade por adoção que gera em seu coração um amor verdadeiro, o mesmo amor que ele sente pelos seus “filhos de sangue”. Essa paternidade espiritual dá as mesmas bênçãos que eu tenho em seu ministério, para meus irmãos adotivos. Este é o modelo daquilo que Deus faz.

“Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu”, diz a Bíblia em 1 João 3.1.

O grande amor paterno de Deus, que nos alcançou através de Jesus Cristo, nos dá o direito de sermos chamados de filhos. Conforme diz João 1.12: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”. Recebemos o direito de nos tornar filhos de Deus. Isso é tremendo!

Ou seja, quem aceita a Jesus Cristo como salvador, é adotado como filho de Deus. E quando somos adotados como filho, passamos a fazer parte da família de Deus e a receber todos os privilégios de filhos, incluindo o Seu amor incondicional.

E quem recebe a adoção espiritual, sendo acolhido pelo amor de Deus, ele passa a sentir a plenitude do amor divino em seu espirito. Porque “o próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16).

Meu pai é um grande homem, um grande exemplo, gostaria que todos tivessem um pai como o meu. Por isso, consigo imaginar Deus como este modelo de paternidade, onde há tanto amor, tanto afeto, que muitos filhos podem ser acolhidos na Sua paternidade divina.

Desta forma, através da paternidade divina, aprendemos que devemos nos revestir de Jesus: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram.” (Gálatas 3.26 e 27).

Sabe o que isso significa? Que se Jesus Cristo segue o exemplo do Pai Celeste, assim como procuro seguir o exemplo do meu pai terreno, também nós precisamos seguir aquilo que Deus orienta. E como podemos seguir o exemplo de Deus? Revestindo-nos de Jesus Cristo.

Concluo, portanto, afirmando que quero ser para meu filho o mesmo exemplo que meu pai tem sido pra mim, pelo qual tenho procurado seguir todas as orientações. É assim que serei identificado como filho do apóstolo Joel Engel, seguindo o exemplo que ele tem me dado. E é assim que somos identificados como filhos de Deus: obedecendo as Escrituras.

“Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus, tampouco quem não ama seu irmão.” (1 João 3.10)

 

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