Decretos Proféticos do Mês de Adar

Adar é o décimo segundo mês do Calendário Judaico.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL

ATUALIZADO: 5 de fevereiro de 2019

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Segundo os rabinos judeus cada mês do ano judaico tem uma letra do alfabeto hebraico, um símbolo, uma das doze tribos de Israel, que correspondem a ele. Adar é o décimo segundo mês do Calendário Judaico.

A palavra Adar é cognata ao hebraico Adir, que significa “força”. Adar é o mês da boa sorte para o povo de Deus. Os sábios judeus dizem a respeito de Adar: “Sua mazal [sorte] é forte.”

Purim, o dia festivo de Adar, comemora a “metamorfose” da aparente má sorte dos judeus (como pensava Hamã) para boa. “Quando chega Adar, nós intensificamos em júbilo.” A Festa de Purim assinala o ponto alto na alegria do ano inteiro. O ano judaico começa com o júbilo da redenção de Pêssach e termina com a alegria da redenção de Purim. “O júbilo quebra todas as barreiras”.

Adar é o mês de cumprir o pensamento do rei Salomão:

“Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito.” Eclesiastes 7.8

Esse é o mês onde Hamã ao lançar sorte, soube pelos demônios que deveria destruir os judeus, e quando tudo parecia estar no fim, eis que ocorrem as palavras proféticas de Salomão: “o fim é melhor que o começo…”, o povo de Deus recebeu bênçãos fortíssimas no mês de Adar, veja como foi que alcançaram essas bênçãos, e quais decretos geracionais foram lançados.

As estratégias reveladas no mês de Adar

Hamã vem de origem amalequita, povo que adora a deuses, demônios, principados, povo que segue a alta magia, o satanismo imperava no meio desse povo. Hamã sabendo disso foi consultar demônios para saber o tempo exato de como fazer para destruir os judeus:

“No primeiro mês (que é o mês de Nisã), no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto é, a sorte, perante Hamã, para cada dia, e para cada mês, até ao duodécimo mês, que é o mês de Adar.” Ester 3.7

Segundo a tradição Zeres a esposa de Hamã era feiticeira, portanto ele a consulta e dela parte a resposta dos demônios para que no dia 13 de adar fosse decretada a morte dos judeus, mas para que isso acontecesse era necessário primeiro uma legalidade, pois o mundo espiritual é legalista, e isso se dará assim:

  • Hamã consulta os demônios;
  • Recebe a estratégia;
  • Uma oferenda que fosse suficiente para o pedido dele deveria ser oferecida: a oferenda foi a prata, que significa compra de escravos ou libertação, no caso era como se ele tivesse comprando para matar.
  • Zeres irá continuar operando a magia enquanto ele vai ter com o rei, e então nasce o decreto logo quando ele oferece a prata ao rei, como oferenda pedida por demônios.

Tudo começa no altar, o mundo espiritual não age na terra sem que haja legalidade, logo os demônios agem desta maneira, os homens agem de maneira a legalizar mais aos demônios do que a Deus.

Após o oferecimento de mais de 220 milhões de reais em valores atuais, Hamã consegue o que quer, e tem do rei o anel para poder sancionar a lei, o decreto que não poderia ser revogado:

“Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus.” Ester 3.10

A noticia se espalhou rapidamente entre as 127 províncias do rei Assuero, chegando até a Mordecai que logo avisou a rainha Ester, porém Ester ficou com medo de se apresentar ao rei para interceder pelo povo que estava condenado a destruição e morte, e estas foram as palavras de Mordecai:

“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” Ester 4.14.

As adversidades revelam as características de Ester, o porquê de seu chamado. Pergunta:

Em sua adversidade e lutas, você tem percebido que Deus está revelando sua identidade?

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Primeira estratégia revelada

“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci.” Ester 4.16

Havia uma lei medo-persa que decretava morte a todos os que entrassem na presença do rei, salvo seria se o rei erguesse seu cetro e a pessoa alcançaria graça aos seu olhos, então a mesma não morreria.

Ester era sabedora da lei, então o jejum, abstinência total durante três dias, foi o primeiro passo de estratégia que ela teve. O jejum de três dias de abstinência total move os céus e nos tornam irresistíveis, causa quebrantamento e faz com que alcancemos graça.

O jejum de três dias, um jejum total é um jejum de guerra e ousadia, onde as estratégias são reveladas de maneira profunda a quem faz, dando o revelar o inimigo e ainda a estratégia de derrota para o mesmo. Ester buscou a Deus e obteve de Deus uma estratégia perfeita.

Você tem se entregue a buscar a Deus em jejuns para que o inimigo e as estratégias sejam revelados?

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Segunda estratégia

Após o terceiro dia, Ester se levantou e vestiu suas roupas reais, se arrumou, ficou linda e adornada para o rei, ainda que não tivesse sido chamada ela estava pronta para cumprir seu chamado.

Ester entrou na presença do rei depois de ter jejuado três dias.

“Sucedeu, pois, que ao terceiro dia Ester se vestiu com trajes reais, e se pôs no pátio interior da casa do rei, defronte do aposento do rei; e o rei estava assentado sobre o seu trono real, na casa real, defronte da porta do aposento.
E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou, e tocou a ponta do cetro.” Ester 5.1-2

Ester alcançou um alto nível de graça perante o rei, ao ponto de o rei lhe oferecer metade do reino, então foi revelado a segunda estratégia para vencer o inimigo:

“E disse Ester: Se parecer bem ao rei, venha hoje com Hamã ao banquete que lhe tenho preparado.” Ester 5.4

Um banquete, que fez com que o coração do rei estivesse ainda mais a favor de Ester, e ainda iria confundir o inimigo, cumprindo a palavra do rei Davi:

“Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.” Salmos 23.5

Assim como Davi que sabia agir com os lobos, Deus também revelou a Ester que deveria agir calmamente, cercar o inimigo de maneira imperceptível, e isso ela fez.

Você tem agido de maneira precipitada, ou tem buscado uma estratégia de Deus, ainda que pareça absurda?

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Terceira estratégia

Ao terminar o primeiro banquete, Ester convidou o rei e Hamã para outro banquete, e então nesse ela revela sua identidade, o que nos mostra que não devemos revelar o que somos e o que Deus nos deu antes do tempo, para que não sejamos mortos. Ester intercedeu pelo povo, o que nos mostra que um dos nossos principais chamados é construir caminho para Deus agir em vidas, e por último revelar o inimigo, fazendo com que o inimigo seja derrotado pelo decreto do rei, sem que tenhamos que fazermos esforços.

“Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu desejo. Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não poderia ter compensado a perda do rei. Então falou o rei Assuero, e disse à rainha Ester: Quem é esse e onde está esse, cujo coração o instigou a assim fazer? E disse Ester: O homem, o opressor, e o inimigo, é este mau Hamã. Então Hamã se perturbou perante o rei e a rainha.” Ester 7.3-6

A partir dessas estratégias o inimigo que é Hamã, o veículo do principado da destruição, foi morto, levado a própria forca, a mesma que ele havia preparado para Mordecai, porém ainda havia um decreto de morte com o anel do rei selando, e selado com o anel do rei, o decreto não pode ser desfeito.

Quarta estratégia revelada – decreto contra decreto

Como o decreto de Hamã, selado pelo rei Assuero não poderia ser revogado, então um novo decreto precisaria ser feito:

“Então disse o rei Assuero à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Eis que dei a Ester a casa de Hamã, e a ele penduraram numa forca, porquanto estendera as mãos contra os judeus. Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar.

Então foram chamados os escrivães do rei, naquele mesmo tempo, no terceiro mês (que é o mês de Sivã), aos vinte e três dias; e se escreveu conforme a tudo quanto ordenou Mardoqueu aos judeus, como também aos sátrapas, e aos governadores, e aos líderes das províncias, que se estendem da Índia até Etiópia, cento e vinte e sete províncias, a cada província segundo o seu modo de escrever, e a cada povo conforme a sua língua; como também aos judeus segundo o seu modo de escrever, e conforme a sua língua.” Ester 8.7-9

Dissemos mais acima que um decreto, como o que foi feito pelo maligno Hamã havia sido selado com a legalidade, como pedido pelos demônios, e que o mundo espiritual é legalista, que precisa de um ponto de entrada, uma permissão selada, então da mesma forma, para que o decreto fosse válido eles deveriam:

  • Ter o aval de Deus, e isso eles tinham;
  • Ter a autoridade do rei, e isso eles tinham:
  • Então faltava a oferta que excedesse o nível de oferta feita por Hamã aos demônios.

Os rabinos judeus dizem que desde a saída do Egito, até os dias de Ester, as ofertas de tsedakot (ofertas de justiça) eram contadas diante de Deus com grande memorial para que fosse validado o decreto, além disso, judeus de todas as províncias ofereceram sacrifícios, ofertas ao Senhor, segundo a tradição, e então se alcançou mérito diante de Deus e o decreto foi selado.

Os judeus entenderam que é necessário mover diante de Deus uma oferta especial de tsedaka (oferta de justiça) e também uma oferta inspirada (revelada), para que o principado seja julgado e para que alcancemos graça diante de Deus.

Você tem feito uso do decreto bíblico? Tem selado com tsedaka e uma oferta inspirada por Deus?

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As ofertas selam e travam o inimigo, fazendo com que os decretos de bênçãos desse mês venham sobre nós.

Decretos de bênçãos do mês de Adar

“E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou, e tocou a ponta do cetro.” Ester 5.2

  1. Declaramos que este é o tempo da igreja ser ungida, embelezada e preparada para entrar na presença do Rei. Decretamos que Deus vai liberar a sua formosura, embelezar a sua igreja por dentro e por fora, preparando-a para entrar na presença do Rei.

“E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens: e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti.” (Et 2.17)

Assim será com todos os servos e servas do Eterno que mergulharem na presença e forem obedientes como Ester.

Este é o teu tempo!

  1. Decretamos que Deus vai levantar seu povo e colocar em lugares estratégicos de grande influência para intervir em grandes decisões como aconteceu com a Rainha Ester.

“E quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Et 4.14)

  1. Decretamos que todo o projeto que o inimigo fizer contra nós vai voltar-se contra ele, assim como aconteceu com Hamã que preparou uma forca para Mordecai e acabou morrendo nela!

“Enforcaram pois a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mordecai. Então o furor do rei se aplacou.” (Et 7.10)

  1. Decretamos que a riqueza do inimigo virá para suas mãos.

“E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado a Hamã, e o deu a Mordecai. E Ester pôs a Mordecai sobre a casa de Hamã.” (Et 8.2)

  1. Decretamos que os sacerdotes do Eterno serão honrados duplamente diante dos inimigos.

“Então Mordecai saiu da presença do rei com um vestido real azul celeste e branco, como também com uma grande coroa de ouro, e com uma capa de linho fino e púrpura, e a cidade de Susã exultou e se alegrou.” (Et 8.15).

 “Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada?” (Et 6.6)

  1. O Senhor vai nos rejuvenescer e nos embelezar.

“E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; por isso se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus quinhões, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres.” (Et 2:9)

Sua carne se reverdecerá mais do que era na mocidade, e tornará aos dias da sua juventude (Jó 33: 25)

  1. Deus honrará todos os intercessores como honrou a Mordecai.

“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci.” (Et 4:16).

  1. Uma igreja que não se corrompe, que não se vende. O Rei ofereceu a Ester duas vezes a metade do reino e ela recusou para cumprir e obedecer o seu chamado. O propósito pelo qual ela estava ali, era mais forte que qualquer oferta.

(1ª vez) – “Qual é a tua petição? E ser-te-á concedida, e qual é o teu desejo? E se fará, ainda até metade do reino.” (Et 5:6).

(2ª vez) – “Então a rainha Ester respondeu: Se posso contar com o favor do rei, e se isto lhe agrada, poupe a minha vida e a vida do meu povo; este é o meu pedido e o meu desejo.” (Et.7:3).

  1. Decretamos que neste ano alcançaremos um nível de governo ao sacerdócio real. (1Pe 2:9)

“E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti.” (Et 2:17).

  1. Decretamos que a igreja, a noiva, alcançará um nível alto em adoração por causa da sua entrega. Uma igreja que não se calará diante do pecado.

“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Et 4:14)

  1. Decretamos uma nova geração que recusará o ouro pela presença, prefere o Rei do que o seu Reino, a Face mais do que suas mãos. Uma igreja que não serve a mamon. Pois ao alcançarmos o coração do rei, todas as coisas serão acrescentadas.

“Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mordecai (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, camareiro do rei.” (Et 2:15)

  1. Decretamos uma igreja submissa, humilde, que aceita o ensino, o processo de tratamento até chegar ao Trono, que ande debaixo de uma cobertura espiritual, que escuta, honra e respeita suas autoridades. Pois é do seu mentor que virá os segredos para entrar na presença.

“E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; por isso se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus quinhões, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres.” (Et 2:9)

 

 

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