ATUALIZADO: 16 de abril de 2015
Diga para uma criança que seu presente de Natal será uma boa dose de felicidade. Diga para o pequeno que substituirá o vídeo game por um momento de prazer e alegria. Ao invés do brinquedo, diga-lhe que receberá o melhor presente de todos. A ocasião pode ser o aniversário, uma data especial, ou mesmo uma festividade social, mas ela nunca receberá nada parecido. Pegue-o pela mão, olhe nos olhos e diga-lhe solenemente: a felicidade é o melhor presente do mundo.
– Mas me diga – a criança dirá – onde está a felicidade? – Neste momento não desvie o olhar. Não deixe que perceba que você não faz ideia de como explicar que a felicidade é algo invisível. Ao menos do ponto de vista lógico.
Uma coisa é ser feliz; outra, totalmente diferente, é explicar para uma criança o que é a felicidade. É como ter um lápis pendurado na orelha enquanto se procura algo com que anotar um recado importante.
Principalmente porque às vezes nós temos um comportamento de Tomé. Enquanto testificam que a felicidade está na ponta do nariz retrucamos: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos e não puser o meu dedo no seu lado, de maneira nenhuma crerei” (João 20.25). – Se a solução não for apresentada de maneira tangível não poderei acreditar que conseguirei sair desta dificuldade.
A culpa, a autonegação, o ódio, as frustrações, decepções, são resultados desta recusa de só acreditarmos naquilo que podemos ver ou tocar. Temos dificuldades de ver Deus na escuridão. Quando os problemas se agravam e os males se intensificam.
Ah, como somos ingênuos. A vida impõe medo, timidez e limitações. São obstáculos. Então passamos a acreditar que somos infelizes. Que a vida não vale a pena. E corremos para Deus e dizemos: “Aba”.
Mahatma Gandhi dizia que não existe um caminho para a felicidade, mas que a felicidade era o caminho. Ele não estava errado, faltou apenas apontar o caminho. Jesus disse de si mesmo que ele era o caminho.
Paulo escreveu… “porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8:15). E como filhos recebemos do pai um presente: a felicidade plena.
Se somos capazes de presentear para demonstrar nosso amor, imagine o que o Dono do Amor é capaz de fazer por nós? Jesus disse: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mateus 7.11).
– Mas aba – você diz – não posso ver seus presentes nem tocá-los. Então, ele te pega pela mão e te convida a assistir a sua paixão. Te convida a ver como ele mesmo preparou um presente de amor. – Assista o chicote – ele te diz. E você entende que seu presente não foi enfeitado com laços ou tiras, mas com espinhos e pregos. Não foi embrulhado em uma bela caixa, mas pendurado em uma cruz.
Cristo é o prazer no mais pleno sentido. Ele se apresenta como fonte abundante de prazer. Por isso João diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).
Por Joel Engel
Fonte: Gospel Prime
Joel Engel