ATUALIZADO: 13 de abril de 2020
Apesar de ter quase 35 anos de ministério, sendo pastor e agindo mais pela causa do outro do que em meu próprio favor, existem coisas que mexem com nosso sentimento de cidadão. O que está acontecendo atualmente no Brasil é uma delas.
Tenho ciência das minhas obrigações como pagar impostos, obedecer às autoridades, falar sempre a verdade, entre outras que incluem também minha ética enquanto cidadão do Reino de Deus. As duas coisas estão interligaras e por isso, permaneço fiel às leis do meu país. Além de conhecer e cumprir com meus deveres, tenho total consciência dos meus direitos, como por exemplo, o de ir e vir. A Constituição me assegura esse e uma série de outros direitos. Porém a atitude de alguns governadores tem me deixado extremamente preocupado e triste, pois não há como concordar com elas. O governador de São Paulo, senhor João Dória, apresentou na última quinta-feira (09) um sistema ao qual denominou “Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo”, em parceria com as operadoras de telefonia móvel. A tecnologia utiliza dados digitais dos usuários de aparelho celular para descobrir a sua localização. De acordo com o governador, o sistema visa ajudar no combate ao coronavírus, pois mede a adesão à quarentena, uma vez que o próprio celular da pessoa irá emitir informações sobre onde ela se encontra e se está obedecendo ao isolamento social. Minha dúvida é: o que mais esse sistema espião poderá monitorar? Onde está o nosso direito de privacidade? Resumindo, a nossa vida passará a ser invadida através dos nossos próprios telefones. Em Santa Catarina, o governador autorizou que forças policiais invadissem uma missa, onde havia apenas 4 pessoas presentes. Além disso, querem proibir os cultos familiares onde nem as próprias pessoas que estão juntas, na mesma casa, cumprindo a quarentena, poderão mais ter o seu momento com Deus, em seus próprios lares. Que constrangimento! Que falta de bom senso! Estamos vendo as coisas partirem para a inconstitucionalidade.
Desde pequeno eu aprendi através dos meus pais, a respeitar toda e qualquer autoridade constituída, da professora na escola, ao policial, até o presidente da república que é a nossa máxima autoridade dentro do país. A unidade da nação deve ser mantida, principalmente nesses dias tão difíceis. A crise começou com o coronavírus, depois avançou com o desemprego e a fome, em níveis mais contagiantes que a própria doença. É preciso que, independente de partido, governadores e ministros trabalhem em unidade com o presidente. É um absurdo que, diante de um momento crítico como o atual, um governador ou qualquer outra autoridade, se rebele contra o presidente. Isso é deslealdade, insubordinação, motim e traição. Podemos dar mais um exemplo, o do ministro da saúde, suas últimas declarações são totalmente controversas, deixando pelas entrelinhas sugestões que dividem a opinião pública e disseminem o mesmo espírito rebelde. Bolsonaro ajudou a eleger tantas pessoas e nomeou ministros que não estão sendo fiéis, nem correspondendo à confiança que receberam.
Como cidadão, que elegemos nosso presidente, devemos nos levantar, oferecendo o apoio de que ele precisa, demonstrando a nossa indignação contra essa tentativa de golpe.
Quanto à administração da quarentena, nós atendemos ao pedido do prefeito de Santa Maria, que decretou 15 dias de isolamento social. Tranquilamente concordamos e cumprimos; agora, prorrogou para mais 15 dias. O nosso direito, como pastores, de ministrar a Palavra de Deus é um direito adquirido. As igrejas devem funcionar dentro das normas e especificações que respeitem o distanciamento e a quantidade mínima de pessoas. Obedecendo às orientações de descontaminação, preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, podemos administrar a quarentena com inteligência.
Lugares sem nenhum caso, vamos isolar 100% a população? Já expirou o prazo de quarentena, todos ficaram em suas casas e não houve proliferação. Os hospitais estão sem nenhum caso da doença, por que ainda temos que ficar em casa? As consequências estão sendo terríveis com a falta de trabalho, a depressão, pois não está havendo uma administração de acordo com a realidade de cada cidade. A matemática para dirigir a crise precisa constar de equilíbrio: quanto mais alto o perigo, menor o número de pessoas nas ruas, como é o caso de São Paulo e do norte do país. Se uma cidade não apresenta risco, não tem casos, deixa o povo trabalhar e mover a economia do país! Por isso, eu acredito no bom senso do nosso presidente.
Eu sou contra esse abuso de poder, de esquerdistas que estão usando o coronavírus como um “cavalo de Tróia” para entrar e dominar a nossa nação. Dentro desse “cavalo de Tróia” estão o PT, a Globo e a Bandeirantes, além de todos os comunistas que querem se aproveitar de um momento em que todos estão com medo, para semear o terror e estabelecer a tomada de poder. Como cidadão eu não aceito!
Vemos a pandemia como uma guerra: os valentes, que são os jovens, são convocados para trabalharem, lutando por quem fica em casa, os mais idosos. Ao chegar em casa, se higienizam, retiram roupa, calçados e tomam banho antes de entrarem em contato com seus pais ou avós; ou ainda, se puderem, ficam em outro local para evitar a contaminação. O que não pode é entrar em pânico e deixar o país entrar em colapso. O pânico será muito mais desastroso do que a própria pandemia. Os governantes estão se aproveitando dessa onda para agir, da mesma forma como agem os comunistas, dominando a população, impedindo os cultos a Deus, colocando uma mordaça na boca dos profetas, o que é totalmente contrário à proposta do nosso governo, que nós elegemos para administrar a nossa nação.
Não podemos esquecer do que aconteceu na Coreia na segunda guerra, quando se estabeleceu um ditado muito triste: “Até o mais honesto dos cidadãos, ao ver seus filhos passando fome, após 3 dias, eles farão qualquer coisa para trazer a comida para casa”. Aí sim, se estabelece o caos, o crime, o assalto, a multidão indo para as ruas para destruir supermercados… Veríamos um verdadeiro inferno instalado. Será que esses governadores estão pensando nas consequências? Ou só estão querendo tirar proveito para ganhar popularidade em cima da crise? Não aceitamos isso! Estamos junto com o presidente até o final! Deus vai cuidar de nós e nós vamos cuidar da nossa nação.
Joel Engel