ATUALIZADO: 9 de agosto de 2018
(Foto: Reprodução)
Na madrugada desta quinta-feira (9) o Senado da Argentina rejeitou, por 38 votos contra, 31 a favor e duas abstenções, o projeto de lei que legalizaria o aborto no país. A proposta rejeitada pelo Senado permitiria a interrupção da gravidez durante as primeiras 14 semanas de gestação.
Foram cerca de 16 horas de sessão, debatendo sobre a permissão para o aborto que deveria ser realizado em qualquer hospital ou clínica, tendo os custos cobertos pelo Estado, incluindo os medicamentos e tratamentos de apoio necessários.
“O Senado da Argentina mostrou-se sensível à ameaça contra as crianças, protegendo o direito ao nascimento. É preciso lembrar que nenhum ser humano tem permissão de tirar a vida de outro, este é um mandamento do Senhor”, comentou o apóstolo Joel Engel.
Na Argentina a interrupção voluntária da gravidez é crime, a não ser em casos de estupro ou de risco à vida da mãe. Aqueles que cometem a prática podem receber punição de até quatro anos de reclusão, tanto para a mulher, quanto para quem participar do procedimento.
“Não é lícito, de forma nenhuma, alguém matar a vida humana. Muito menos, um inocente que não tem nenhuma forma de se defender. Precisamos levar em conta que este ser humano foi criado por Deus com um propósito e é preciso respeitar a vontade divina”, continuou o apóstolo.
A proposta de legalização do aborto havia sido aprovada pela Câmara, em uma votação apertada, sendo 129 votos a favor e 125 contra. A votação foi muito acalorada e durou mais de 20 horas.
Aborto no Brasil
No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma audiência pública para debater o tema. Ainda que fora da alçada da corte, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) entrou com uma ação pedindo para o STF legislar em favor da prática.
“Cada pessoa que fosse votar em favor de tirar a vida de uma criança, deveria voltar no tempo e imaginar como seria se ela estivesse no lugar daquele inocente”, pediu o apóstolo Joel Engel.
Joel Engel