Damares é discriminada pela sua fé

Personalidades políticas e religiosas se manifestam em defesa da futura Ministra do governo Bolsonaro.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL, COM INFORMAÇÕES GLOBO, GUIAME

ATUALIZADO: 14 de dezembro de 2018

FacebookTwitterWhatsApp

(Imagem: Gospel Prime)

A Constituição Federal, em seu artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença religiosa. Apesar disso, movimentos feministas, esquerdistas, além de parte da imprensa não pouparam ofensas a Damares Alves (54), futura Ministra dos Direitos Humanos, da Família e dos Direitos da Mulher do governo Bolsonaro. A polêmica teve início nessa semana, quando o vídeo do testemunho da pastora, gravado na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, revelou que com apenas 10 anos, atormentada pelos abusos que tinha sofrido dos 6 aos 8 anos, ela decidiu tirar sua própria vida. Porém, uma visão sobrenatural a fez mudar de ideia:

“Estava em cima de um pé de goiaba, ia tomar veneno, eu ia morrer. Era muita dor na alma, de todos os abusos que passei. E quando eu estava em cima do pé de goiaba eu não vi amigo imaginário, eu vi o que eu acreditava. Eu vi Jesus”, testemunhou.

Partes do depoimento viralizaram nas redes sociais, na mesma velocidade em que as críticas e memes irônicos.

Não é a toa que a advogada tenha se envolvido tanto com a causa anti pedofilia e em favor da vida nesses últimos anos, luta que a fez conhecida em todo o Brasil. Apesar das críticas de movimentos feministas e de esquerda, além da imprensa secular, Damares disse que não se sentiu ofendida. Para ela, o importante é que, de alguma forma, as pessoas saibam que existe um Jesus poderoso, capaz de curar os traumas causados pelos abusos sexuais. Nós temos muitas crianças no Brasil hoje em cima do pé de goiaba e muitas mulheres que não conseguiram descer ainda. Eu desci, e desci diferente. A menininha do pé de goiaba está aqui hoje ajudando a salvar crianças”, disse a ministra em entrevista à imprensa em Brasília, sede do governo de transição.

Esse tipo de experiência não é novidade para muita gente. Várias pessoas já declararam ter visto anjos, ouvido a voz de Deus, ou até mesmo, assim como a Pastora, ter visto o próprio Jesus. Porém, quando uma personalidade pública fala de Jesus e testemunha Seus milagres, a polêmica, mesmo que desnecessária, é inevitável.

Em artigo ao portal Guiame o Apóstolo Joel Engel classificou o episódio como algo “tenebroso de intolerância e insensibilidade por parte dos movimentos de esquerda”, e questionou: “Se, em vez de ter visto Jesus naquele pé de goiaba, Damares tivesse visto Iemanjá, Xangô, Iansã ou algum outro orixá de uma religião afro-brasileira? Ou então se ela tivesse visto Buda, Krishna, Maomé ou alguma deusa idolatrada pelas feministas? E se além disso, ela colocasse a agenda esquerdista acima de sua fé? Será que ela estaria sendo tão ridicularizada como está sendo agora?”

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, também se manifestou através de sua página no Twitter: “É surreal e extremamente vergonhoso ver setores da grande mídia debocharem do relato da futura Ministra Damares Alves sobre a fé em Jesus Cristo, que a livrou de um suicídio desejado por conta de abusos sofridos na infância. Lamentável!”.

(Imagem: Twitter)

Pedofilia no Brasil

Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde em julho revelou que entre os anos de 2011 e 2017, houve um aumento de 83% nas notificações gerais de violências sexuais contra crianças e adolescentes no Brasil. No período foram notificados 184.524 casos de violência sexual, sendo 58.037 (31,5%) contra crianças e 83.068 (45,0%) contra adolescentes.

Algo espantoso, mesmo que esperado, é que a pesquisa também mostrou que a maioria dos casos ocorre dentro de casa, mais de uma vez, e que os agressores são, geralmente, familiares.

Para o Ministério da Saúde os casos de assédio, estupro, pornografia infantil e exploração sexual, estão enquadrados nos casos de violência sexual. Dentre estes, o tipo mais recorrente é o estupro (62,0% em crianças e 70,4% em adolescentes). O crime deixa uma série de marcas na saúde física, mental e sexual das vítimas e, de acordo com o Ministério da Saúde, e aumenta a vulnerabilidade às violências na vida adulta.

Durante o discurso oficial, no último dia 11 de dezembro, a futura representante em Brasília deixou claro que seu principal programa de governo será a proteção de crianças e jovens. Assim, ela deve retomar o Estatuto do Nascituro, que prevê proteção máxima aos bebês desde que ele é um feto, ou seja, um nascituro. Cientificamente falando, na espécie humana, o embrião só se torna um feto após nove semanas de gestação. O Estatuto do Nascituro (projeto de lei nº 478/2007) está paralisado na Câmara dos Deputados desde 2013 e também prevê a proibição de pesquisas com células tronco embrionárias no país.

“Damares não assume uma nova missão no governo Bolsonaro em 2019. Ela apenas continuará fazendo o que sempre fez nas últimas décadas. Lutar em favor da vida e proclamar o nome Daquele que a livrou da morte: Jesus”, declarou o Apóstolo Joel Engel.

 

FacebookTwitterWhatsApp

COMENTÁRIOS