ATUALIZADO: 22 de janeiro de 2019
A primeira viagem internacional do presidente do Brasil Jair Bolsonaro, teve como objetivo, participar do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Na comitiva brasileira a Davos estão os ministros da Economia, Paulo Guedes; da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro; e o chanceler Ernesto Araújo, além do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do governador de São Paulo, João Doria.
Sendo o primeiro chefe de Estado da América Latina a discursar na abertura do fórum, o presidente começou falando sobre as condições precárias em como assumiu o Brasil, de baixo de uma “crise ética, moral e econômica”, o que trouxe descrédito nas relações internacionais. Durante sua fala, ele mostrou um cenário promissor e com muitas propostas de mudanças para os cerca de 250 líderes do G20 – grupo que reúne as 20 principais economias mundiais – e 3 líderes do G7 – Grupo dos sete países mais industrializados do mundo – além de outros países que estavam presentes.
Segurança e meio ambiente
O discurso de Bolsonaro foi curto, pouco menos de 7 minutos, porém tocou em temas de interesse mundial. Ele foi enfático ao falar de segurança, preservação ambiental e agricultura: “Vamos investir pesado na segurança, para que vocês nos visitem com as suas famílias, pois somos um dos países primeiros em belezas naturais, mas não estamos entre os primeiros 40 destinos turísticos mais visitados do mundo (…). O Brasil é um paraíso, mas ainda muito pouco conhecido”. E continuou falando que a preservação ambiental está intrinsicamente ligada ao desenvolvimento da economia: “Nossa missão agora é avançar na compatibilização entre preservação do meio ambiente e da biodiversidade, com o necessário desenvolvimento econômico, lembrando que são interdependentes e indissociáveis”.
Confiança Internacional
O Presidente reconheceu a postura fechada do Brasil nas relações internacionais e prometeu mudar essa condição, ao passo que a confiança for sendo reestabelecida: “Queremos governar pelo exemplo e queremos que o mundo reestabeleça a confiança que sempre teve em nós. Vamos diminuir a carga tributária, simplificar as normas, facilitando a vida de quem deseja produzir e empreender, investir e gerar empregos. Trabalharemos pela estabilidade macroeconômica, respeitando os contratos, privatizando e equilibrando as contas públicas. O Brasil ainda é uma economia relativamente fechada ao comércio internacional e mudar essa condição é um dos maiores compromissos deste governo”,
Ele também falou sobre o seu desejo em, até o final de seu mandato, colocar o Brasil no ranking dos 50 melhores países em se fazer negócio no mundo e revelou o porquê estava em Davos: “Estamos aqui por que queremos, além de aprofundar o nosso laço de amizade, aprofundar as nossas relações comerciais (…) queremos parceiros com tecnologia para que esse casamento se traduza em progresso e desenvolvimento para todos. Nossas ações os atrairão para grandes negócios”. Finalizou com o lema “Deus acima de todos”.
Depois de seu pronunciamento, Bolsonaro respondeu algumas perguntas do fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab e se dirigiu aos presidentes Mauricio Macri, da Argentina, Sebastián Piñera, do Chile e Mario Abdo, do Paraguai, falando sobre a necessidade em se fazer mudanças no Mercosul: “Não queremos uma América bolivariana como há pouco existia no Brasil em governos anteriores”.
O Fórum
Criado em 1971 na Suíça, o Fórum Econômico Mundial de Davos é um encontro anual entre líderes políticos, economistas, jornalistas e intelectuais de diversos países do mundo. O principal objetivo é discutir soluções para a melhora da situação econômica, política e social no mundo.
Joel Engel