ATUALIZADO: 7 de novembro de 2018
Foto: David Ramos / ACI Prensa.
Durante um evento realizado no México, promovido pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o bispo venezuelano Dom Jaime Villarroel, denunciou fortemente o regime do ditador Nicolás Maduro, afirmando que o país é “um campo de concentração onde estão exterminando os próprios venezuelanos”.
O bispo chegou a comparar o país com a Alemanha nazista, afirmando que a população “não pode sair desta situação sozinho” e acusando Nicolás Maduro de cometer um extermínio “matando nosso povo de fome”. Segundo ele “estão cometendo uma tragédia em dimensões inimagináveis” em seu país.
“Este regime que hoje Nicolás Maduro preside na Venezuela está cometendo um extermínio, matando nosso povo de fome, por falta de remédios”, disse a ACI Prensa.
Ao falar sobre o que está acontecendo no país, o bispo acrescentou que há tortura e que “há mais de 2 mil pessoas detidas apenas pelo fato de dissentir”. Pontuou ainda: “estão matando o nosso povo”.
Ele lembrou que a Corte Interamericana de Direitos Humanos e do Tribunal Penal Internacional recebeu muitas denúncias contra o líder comunista, mas que nenhuma ação concreta foi tomada pelas autoridades internacionais.
Conforme denunciou, a opinião pública internacional está sendo influenciada pela manipulação da mídia, pois os meios de comunicação da Venezuela “estão totalmente controlados pelo governo”.
Igreja
A perseguição religiosa na Venezuela tem sido intensa, principalmente em relação aos trabalhos humanitários desenvolvidos por pastores. A escassez de alimentos, remédios e itens básicos levaram igrejas a tentar ajudar a população, mas estão sendo impedidos pelo governo.
Pastores chegaram a ser presos por distribuírem bens de primeira necessidade no país. Esses líderes evangélicos foram acusados de “práticas ilegais”, por entrarem com mantimentos no país. Os pastores estavam entregando medicamentos e alimentos que receberam como doação quando foram presos.
Quando esteve visitando o país vizinho em 2009, o apóstolo Joel Engel alertou sobre o risco que a Igreja estava correndo naquela nação, mas foi impedido de falar contra o então presidente, Hugo Chávez. No Brasil, o apóstolo já vinha alertando os fiéis sobre o risco do Comunismo.
Joel Engel