ATUALIZADO: 25 de outubro de 2018
Uma profecia entregue por Cindy Jacobs, líder do ministério de intercessão Generals International, vem sendo lembrada pela igreja brasileira nos últimos meses. Ela anunciou em 2013, no 14º Congresso de Louvor e Adoração Diante do Trono, que Deus colocaria fim a corrupção no Brasil. Algo que muitos acreditam estar se cumprindo através da Operação Lava Jato.
A pastora americana falou durante o congresso, tomada pelo Espírito Santo, sobre como Deus abalaria o principado da corrupção e da miséria no Brasil. Essa profecia traduzida pela cantora Ana Paula Valadão teve milhões de compartilhamentos nas redes sociais, ficando conhecida por diversas denominações evangélicas.
“Assim diz o Senhor, eu vou transformar o Brasil, mas vocês precisam transformá-lo através dos seus joelhos primeiro”, diz parte da profecia.
Quando a Lava Jato passou a alcançar os altos escalões da política, através de um trabalho desenvolvido por uma equipe formada por muitos evangélicos, os cristãos brasileiros passaram a lembrar da promessa feita por Deus através de Cindy Jacobs. À medida que o juiz federal Sérgio Moro, que comanda a operação em Curitiba, no Paraná, avançava nas condenações, mais a promessa entregue pela profetiza ganhava destaque.
O Brasil também mergulhou em uma crise financeira muito profunda, algo que fazia parte da profecia, que dizia que Deus abalaria “tudo que pode ser abalado” e abriria uma janela para salvação do país. E essa janela seria aberta através da oração da Igreja, do clamor que deveria ser levantado nas 24 horas do dia, sete vezes por semana.
Depois de a crise ter início no país, somado aos sucessivos escândalos envolvendo autoridades do alto escalão, a então presidente da república, Dilma Rousseff (PT), acabou sofrendo um processo de impeachment, devido a manobras para esconder o “rombo financeiro” nas contas públicas.
“Deus derruba a presidenta do Brasil”, destacou uma reportagem online da versão em português do portal El País. A reportagem destacava na época que durante votação para acolhimento do impeachment, os deputados justificaram seus votos “em Deus, na moralidade e a família”. A queda também lembrava uma profecia proferida pelo apóstolo Joel Engel, presidente do Ministério Engel.
Essa profecia de 2015, decretada pelo apóstolo durante a Escola Profética Unção de Elias, dizia respeito ao fato de Dilma ter rejeitado o embaixador de Israel no Brasil. Indignado com aquela situação, o apóstolo decretou o fim do governo da presidente, declarando que Deus levantaria alguém que representasse melhor os interesses cristãos na Presidência da República.
Posteriormente, em meio a uma crise nos poderes institucionais, a Lava Jato comprovou o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em esquemas de corrupção. O juiz Sérgio Moro então condenou o líder do Partido dos Trabalhadores a 12 anos de prisão, decisão acatada por três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4.
Assista:
Joel Engel