Túmulos judaicos são vandalizados com pichações de suásticas na França

O vandalismo ocorreu poucas horas antes de manifestações contra o semitismo acontecerem em todo o país.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA ABC NEWS

ATUALIZADO: 20 de fevereiro de 2019

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80 sepulturas foram vandalizadas em um cemitério judeu, perto de Estrasburgo, na França. (Foto: Reuters/Vincent Kessler)
80 sepulturas foram vandalizadas em um cemitério judeu, perto de Estrasburgo, na França. (Foto: Reuters/Vincent Kessler)

 

Um cemitério judeu próximo a Estrasburgo (França) foi vandalizado, segundo autoridades, poucas horas antes de marchas e encontros contra o antissemitismo acontecerem em todo o país. Suásticas e frases antissemitas foram pichadas nas lápides.

As autoridades disseram que 80 sepulturas foram vandalizadas durante a noite, na cidade de Quatzenheim, perto de Estrasburgo, na França.

O vandalismo é o mais recente em uma série de atos antissemitas que têm se espalhado pela França.

Atendendo a um apelo de partidos políticos, milhares de manifestantes e vários membros do governo deveriam ir às ruas nesta terça-feira (19).

aumento do antissemitismo na França, lar da maior população judaica do mundo, depois de Israel e dos Estados Unidos, atingiu o auge no fim de semana passado com uma torrente de discursos de ódio dirigidos ao proeminente filósofo Alain Finkielkraut durante uma passeata de manifestantes anti-governo.

A onda retornou dias após o governo ter relatado um enorme aumento nos incidentes de antissemitismo no ano passado. Houve 541 incidentes registrados, 74% acima dos 311 registrados em 2017.

O primeiro-ministro Edouard Philippe vai liderar a delegação do governo na famosa Praça da República.

Além das marchas, o presidente da Assembléia Nacional, Richard Ferrand, e o chefe do Senado, Gerard Larcher, farão um momento de silêncio no memorial da Shoah, em Paris.

O presidente francês Emmanuel Macron não deve comparecer, mas fará um discurso no jantar anual do principal grupo judeu CRIF, na próxima quarta-feira.

“O antissemitismo está profundamente enraizado na sociedade francesa. Gostaríamos de pensar de outra forma, mas é um fato”, disse Philippe à revista L’Express nesta semana.

“Devemos estar totalmente determinados, eu diria quase enfurecidos, por nossa vontade de lutar, com uma clara consciência de que essa luta é antiga e durará muito tempo”, acrescentou.

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