Rosh Chodesh de Av

O mês de altos e baixos.

FONTE: Ministério Engel

ATUALIZADO: 17 de julho de 2020

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O início do mês de Av marca o período de maior lamento para os judeus.

O início de um novo mês judaico, é chamado de “Rosh Chodesh” ou “Cabeça do Mês”. Simbolicamente, é uma oportunidade que Deus nos dá para iniciarmos uma nova fase na história. No dia 22 de julho de 2020, quarta-feira, iniciamos o mês de Av, o quinto mês no calendário judaico, que corresponde a parte de julho e parte de agosto, no calendário gregoriano.

O propósito do Rosh Chodesh é que venhamos a oferecer o melhor da nossa vida ao Senhor, sendo o primeiro dia do mês um tempo de santificação, consagração, adoração e celebração. Os judeus têm como costume celebrar a entrada de um novo mês, pois sabem que o Senhor é quem controla o tempo.

Av é o mês de maior lamento para os judeus, pois foi nele que o Primeiro e o Segundo Templos foram destruídos. Por isso, devido aos acontecimentos trágicos, o mês de Av é conhecido como o mês do “ponto baixo”, mas, curiosamente, também é conhecido como o mês do “ponto alto”, pois os judeus acreditam que o Messias se manifestará nesse período.

Tribo de Simeão

Assim como os demais meses do calendário judaico, o mês de Av representa a tribo de Simeão. O segundo filho de Jacó e Lia, foi também um dos que tomou parte, juntamente com Levi, do massacre dos homens de Siquém, depois da desonra sofrida por sua irmã, Diná (Gênesis 34).

Léia foi a esposa que não era a preferida de Jacó. Ao conceber outra vez, exclamou: “Porquanto o SENHOR ouviu que eu era desprezada, e deu-me também este. E chamou-o Simeão”. Assim, Simeão significa “Ele ouviu”.

A espada

A espada é um instrumento de defesa e de ataque. Muitas mãos a possuem, o problema é quando ela é usada para ataques cruéis, sob vingança, desforra, retaliação, represália ou revide. Como disse Jacó, “você fez por tua própria conta, sem o meu consentimento”. A espada não é para matar ou machucar as pessoas, ao contrário, é para proteger aquilo que é precioso.

Diminuição da alegria

No mês de Av, conforme a tradição judaica, o júbilo é limitado a ponto de se evitar qualquer coisa que possa trazer alegria. Desta forma, muitas atitudes realizadas em dias normais são evitadas, por se tratar de um período de muito lamento e tristeza, pelos acontecimentos trágicos.

O Rosh Chodesh de Av marca o início de um período de muitas restrições, pois é um tempo de muita dor e de lembranças negativas para os judeus. Nem mesmo roupas são lavadas nestes dias. Até o dia nove de Av, os judeus não comem carne, não decoram suas casas, não cortam seus cabelos, não compram roupas novas, entre outras coisas.

Foi em Av que o povo hebreu deu ouvidos às vozes negativas dos dez espias, enviados para levantar informações sobre a Terra Prometida. Segundo a Palavra de Deus, por conta da murmuração do povo, aquela geração foi proibida de adentrar a próspera terra que pertenceu ao patriarca Abraão.

As primícias de Rosh Chodesh

“E nos princípios dos vossos meses oferecereis, em holocausto ao Senhor, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito;

E três décimas de flor de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um novilho; e duas décimas de flor de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um carneiro.

E uma décima de flor de farinha misturada com azeite em oferta de alimentos, para um cordeiro; holocausto é de cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.

E as suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, segundo os meses do ano.

Também um bode para expiação do pecado ao Senhor, além do holocausto contínuo, com a sua libação se oferecerá.”

(Números 28:11-15)

Deus instituiu os inícios dos meses para que os filhos de Israel oferecessem uma oferta de honra ao Senhor. Esta oferta é tanto de santificação quanto de primícias. Ela é entregue nas mãos do sacerdote, e ele ora liberando uma bênção especial sobre o ofertante.

E, se as primícias são santas, também a massa (o restante) o é; se a raiz é santa, também os ramos o são.”(Romanos 11:16).

Ao ofertarmos, estamos santificando o tempo, o mês, consagrando-os ao Senhor.

Quanto ao valor, pode ser oferecido:

1 – Oferta de Primícias: Equivalente ao valor de um dia do trabalho ou o valor igual ao dízimo (10% do valor da renda pessoal).

2 – Uma oferta de honra, de acordo com o que a pessoa sentir no coração.

3 – Uma oferta de sacrifício, algo que exige um grande esforço para ser oferecido.

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;

Conforme está escrito:Espalhou, deu aos pobres;a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça;

Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.” (2 Coríntios 9:7-11)

Que neste dia venhamos a estar na presença do Senhor, intercedendo por Jerusalém, conforme orienta a Palavra de Deus, que diz: “Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam” (Salmos 122.6). Que as nossas ofertas e orações sejam em favor dos propósitos que Deus estabeleceu para o Seu povo.

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