ATUALIZADO: 29 de outubro de 2020
Gênesis (Lech Lechá) (19 de 365) | 30 de outubro de 2020
Mais importante do que bens materiais
Com seu exército pessoal de 318 soldados, Abraão derrotou os reis mais poderosos de seu tempo. Com a ajuda de Deus, ele havia recuperado os prisioneiros de guerra, incluindo Ló, e os bens das cinco cidades que foram atacadas. O rei de Sedom – Sodoma – ofereceu a Abraão todos os bens que foram recuperados na guerra, mas Abraão recusou-se inflexivelmente a recebê-los.
Por que era tão importante para Abraão não receber nada do rei de Sodoma? Não foi uma grande oportunidade para aumentar suas riquezas?
Para outros, essa oferta teria sido uma coisa boa e muitos a considerariam uma bênção de Deus. Mas Abraão não pensava assim. Para ele, era mais importante ter um bom nome do que boas riquezas. Para ele, era mais importante não ser manipulado pelos homens e obter benefícios deles.
Essas coisas que parecem não ter grande importância são essenciais para aqueles que querem ser aprovados por Deus.
Abraão não amava dinheiro. O amor ao dinheiro é a raiz de todo o mal. Abraão amava aquele que possuía o céu e a terra e é por isso que Ele podia confiar a Abraão tantas riquezas porque ele sabia que não transformaria as riquezas em um falso deus. O dinheiro é um bom servo, mas um mau deus. Se fizermos algo só pelo dinheiro somos escravos e idólatras porque a ganância é uma forma de idolatria. Abraão tinha limpado seu coração da ganância e idolatria.
Mas, neste caso, o ponto não era ganância. A questão era o que o rei de Sodoma poderia dizer sobre Abraão, e ele sabia que havia maldade no rei de Sodoma e seus compatriotas. Ele sabia que sua língua poderia fazer grande mal. Ele sabia que suas intenções não estavam limpas e que ele poderia manipular a verdade para que o nome de Abraão pudesse ser manchado.
“Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro.”
(Provérbios 22:1)
Abraão tinha a suspeita de que o rei de Sodoma (Sedom) ia dizer que tinha feito Abraão rico, e se gabar disso, às custas de um homem justo. “Eu o fiz rico”. Essas suposições seriam muito prejudiciais para o nome do nosso pai Abraão. Além disso, prejudicaria o nome de Deus também, o que é ainda pior. O Senhor foi quem prosperou nosso pai Abraão, não foi mais ninguém. O louvor e a gratidão por suas riquezas só devem ser direcionados ao Dono do céu e da terra, não a um rei perverso.
Não diga “sim” a todas as ofertas que parecem “bênçãos”. Pense duas vezes antes de receber dinheiro de alguém. Talvez haja interesses pessoais e oportunidades de manipulação por trás dessas ofertas, especialmente se elas vêm de uma pessoa mundana como o rei de Sodoma. Mantenha seu nome e o do Senhor, a quem você representa, imaculado. É melhor perder um bom pagamento do que um bom nome. O generoso prospera.
Joel Engel