ATUALIZADO: 15 de junho de 2018
(Imagem: Cultura Hebraica)
“Judá passou em cativeiro por causa da aflição, e por causa da grande servidão; ela habita entre os gentios, não acha descanso; todos os seus perseguidores a alcançam entre as suas dificuldades.” (Lamentações 1.3)
No livro de Lamentações de Jeremias nós temos um cântico de tristeza por causa da destruição de Jerusalém, após um ataque aniquilador dos caldeus, que destruíram o Templo e levaram cativos muitos judeus para a Babilônia, onde permaneceriam por 70 anos.
Três semanas antes da destruição do Templo o serviço ao Senhor já havia sido interrompido, as ofertas retidas e a adoração havia cessado. Jeremias escreve de maneira triste, certamente com lágrimas copiosas escorrendo pelo rosto, pois o povo havia sido humilhado.
Tamuz é o mês que marca estes acontecimentos, no calendário judaico, é o mês que os judeus ortodoxos lamentam ainda hoje as tragédias ocorridas. Por isso, as três semanas que envolvem de 17 de Tamuz a 9 de Av são conhecidas como “tempo de trevas”, pois é o tempo mais triste para o judaísmo.
Este mês do calendário judaico corresponde ao período de 14 de junho a 13 de julho no calendário gregoriano. O “tempo de trevas” é equivalente a 30 de junho até o dia 22 de julho. Sendo que os acontecimentos terríveis que ocorreram neste período ainda são lembrados pelos judeus ultra ortodoxos, que costumam fazer o “jejum de lamentação”.
Os judeus celebram o Rosh Chodesh deste mês, um tipo de festividade da cultura judaica pelo início do novo período, com muito receio, pois este é um mês difícil. Tamuz é o quarto mês do calendário judaico e é cheio de significados e acontecimentos históricos importantes para a história de Israel.
Quando o mês tem trinta dias, isso significa que ele é completo e que haverá dois dias de Rosh Chodesh, sendo o trigésimo dia do mês anterior o primeiro dia de celebração, o que está acontecendo neste mês, quando os judeus celebram dois dias de “Cabeça de Mês”. Esses dias correspondem a 13 e 14 de junho no calendário gregoriano.
Portanto, estamos celebrando o início de um mês cujo os acontecimentos não foram dos melhores para o povo de Israel. É neste mês também que Moisés flagrou o povo adorando ao Bezerro de Ouro (Êxodo 32.2), o que levou o homem de Deus a quebrar as Tábuas da Lei (Êxodo 32.19).
O período negativo do mês geralmente é lembrado com jejuns, pois o quarto mês está entre aqueles que deveriam incorporar consagração e clamor. Conforme descrito na Palavra de Deus e observado ainda hoje por muitos judeus que lamentam a destruição do Templo do Senhor.
Porém, há uma grande promessa para este período. Uma promessa deixada por Deus para aqueles que anseiam poder adorá-Lo. Para aqueles que ofertam ao Senhor, que amam a Sua obra e que anseiam pelas bênçãos.
A promessa de que um dia o jejum de lamentação pelos pecados se transformará em um período de celebração e alegria. Quando todas as nações estarão em Jerusalém para buscar o “Senhor dos Exércitos”. Um período de gozo, alegria e festividade.
Como está escrito: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: O jejum do quarto, e o jejum do quinto, e o jejum do sétimo, e o jejum do décimo mês será para a casa de Judá gozo, alegria, e festividades solenes; amais, pois, a verdade e a paz” (Zacarias 8.19).
Joel Engel