O Jubileu de Jacó: mudando o futuro

Acontecimentos na vida de Jacó são semelhantes a promessa de Deus para o Ano do Jubileu.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL

ATUALIZADO: 16 de agosto de 2018

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Cena da série “José do Egito” mostra Jacó sendo confrontado por Deus através de um anjo. (Imagem: Rede Record)

“E santificareis o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. O ano quinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das separações, porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis.” (Levítico 25.10-12)

O patriarca Jacó é apresentado na Bíblia como sendo um predestinado ao fracasso. Afinal, ele nasceu destinado a servir ao irmão e com o destino traçado para ser um perdedor. Até o nome que lhe foi dado era uma referência de que o seu destino foi traçado para que ele fosse um servo de seu irmão, Esaú.

Era costume daquela época, quando nascia uma criança, colocar o nome dela como referência da maneira pela qual ela veio ao mundo. No caso de Jacó, seu nome era uma referência ao fato de ele ter nascido agarrado no calcanhar do irmão.

A Palavra de Deus diz em Gênesis 25.26: “E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou”. Por isso, o nome Jacó significa algo do tipo: “Ele agarrou no calcanhar”.

Apesar de ter nascido em segundo, o que não lhe garantia o direito da bênção, a Bíblia nos mostra que Jacó lutou com todas as suas forças contra isso. Ele alimentou o desejo de ser o primogênito, pois sabia que o primeiro filho tinha direito a herança dobrada, liderança sobre a família (Deuteronômio 21.17) e a bênção profética do pai.

Esaú vende a bênção

Com o tempo os filhos de Rebeca e Isaque acabaram crescendo e desenvolvendo personalidades diferentes. Esaú era um homem forte, voltado à caça, experiente no campo e o preferido do seu pai, Isaque. Enquanto Jacó era um homem de casa, manso e que gostava de ajudar na propriedade dos pais, conquistando assim a simpatia da mãe.

A Palavra de Deus diz em Gênesis capítulo 25, versículo 29 que “um dia, tinha Jacó feito um cozinhado, quando, esmorecido, veio do campo Esaú”. Aproveitando aquela oportunidade, Jacó faz uma proposta a Esaú, a troca da primogenitura por um prato de cozido. Esaú aceita aquele negócio, negligenciando o seu direito de primogenitura.

Esaú respondeu a Jacó naquela ocasião, dizendo: “Eis que eu estou para morrer, de que me servirá o direito de primogenitura?” (Gênesis 25.32). E para oficializar aquela troca, Jacó insistiu: “Jura-me primeiro, portanto!”. E a Bíblia diz que “Esaú lhe jurou e vendeu seu direito de primogenitura a Jacó”.

Jacó toma a bênção

Algum tempo após Esaú ter negociado o direito de primogenitura com Jacó, a Palavra de Deus diz que Isaque decide abençoar o primogênito, pedindo então para que Esaú trouxesse uma refeição, feita a partir de uma das suas caças, pois assim liberaria a bênção da primogenitura sobre ele.

Rebeca, ao ouvir que Isaque abençoaria Esaú, introduziu Jacó no lugar do irmão. Ambos então enganam e armam um plano para enganar Isaque – que já não enxergava quase nada – tomando a bênção que seria entregue a Esaú.

Quando Esaú ficou sabendo que a sua bênção havia sido tomada por Jacó, ele ficou enfurecido. E aquele acontecimento obrigou Jacó a deixar a casa de seus pais, que o enviam para Harã, onde vivia seu tio Labão. Jacó percorreu uma distância de 800 quilômetros até a casa do tio, carregando um cajado na mão e um pouco de azeite.

O voto de Jacó

Quando partiu de Berseba para Harã, passando por uma cidade que se chamava Luz, onde parou para pernoitar, Jacó naquele local teve uma experiência extraordinária. Quando dormia com a sua cabeça em uma pedra. Ele sonhou que havia naquele lugar uma “escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela” (Gênesis 28.11 e 12).

Ao amanhecer, ele faz um voto com Deus, dizendo: “Se Deus estiver comigo, cuidar de mim nesta viagem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa, e levar-me de volta em segurança à casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo” (Gênesis 28.20 – 22).

O Jubileu de Jacó

Quando Jacó fez aquele voto com Deus, iniciou-se um ciclo de anos que culminariam no Jubileu em sua vida. A cada sete anos algo novo aconteceria na vida do patriarca. O Senhor estava conduzindo aquele jovem que não tinha perspectivas, a um futuro grandioso na Sua presença, bastava apenas ele confiar na promessa divina e cumprir com o seu voto.

Então, após ficar muito rico, Jacó retorna ao lugar onde Deus havia se revelado a ele, testemunhando para seus servos tudo o que havia acontecido até aquele momento em sua vida. Ele havia prosperado, enriquecido e constituído uma família honrada, mas era hora de pegar o voto que fizera.

Em Gênesis 35.1 está escrito: “Deus disse a Jacó: Suba a Betel e estabe­leça-se lá, e faça um altar ao Deus que lhe apareceu quando você fugia do seu irmão, Esaú”.

No caminho de volta, passando pelo vau de Jaboque, Jacó tem um encontro com Deus e passa a lutar com Ele pedindo para que fosse abençoado. “Eu não vou deixar você ir se não me abençoar”, disse Jacó ao Anjo do Senhor, enquanto o segurava com todas as suas forças. Acabando por receber do Todo Poderoso um novo nome.

“E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.” (Gênesis 32.27,28)

Assim como no Yom Kipur, que abre o início do Jubileu, o encontro que Jacó teve com o Senhor quando se dirigia para Harã foi fundamental para mudança na sua vida. No Yom Kipur os Portais dos Céus são abertos, Deus recebe as ofertas e julga o destino de todos os homens, liberando decretos para o Jubileu.

Quando Jacó esteve diante da Porta dos Céus, fez o voto com o Senhor, lutou com o Anjo do Senhor e cumpriu o seu voto, ele recebeu a bênção do Jubileu. Deus julgou a sua vida, aquele foi o “dia D” para a mudança na sua história.

Jacó pediu a vida toda para ser abençoado, para ser um príncipe. Então, ele deveria se acertar com o seu irmão e preparar a oferta, assim como aconteceria no Yom Kippur. No final, Deus recebe a oferta dele e libera o decreto de Jubileu, de restituição e prosperidade para a sua vida. O Eterno transforma Jacó em um príncipe naquele momento.

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