O caráter de Isaque e o cumprimento da promessa de Deus

Abraão havia recebido a promessa de que seria pai de uma grande nação, que nasceria a partir de um filho.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL

ATUALIZADO: 27 de junho de 2018

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(Abraão e Isaque – Imagem: Pinterest)

“E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele.” (Gênesis 17.19)

Após nossa breve abordagem sobre a promessa de Deus a Abraão, vamos estudar um pouco sobre Isaque, o filho da promessa. Nosso objetivo nesta série de estudos é vislumbrar um pouco do contexto histórico do surgimento do povo de Israel, que neste ano completou 70 anos desde o seu ressurgimento como nação.

Abraão havia recebido de Deus a promessa de que teria um herdeiro, sendo que a partir dele sua descendência se tornaria numerosa como as estrelas (Gênesis 15.5). Agora, com a sua idade avançada e sua esposa sem poder lhe dar filhos, a promessa parecia impossível. Mas após 25 anos, finalmente Sara fica grávida e dá um filho a Abraão.

A educação que o patriarca Abraão deu a seu filho Isaque resultou em um caráter humilde, manso e responsável. Podemos ver esses valores diante da ordem de Deus a Abraão, para que ele lhe oferecesse Isaque no altar. Com aproximadamente 33 anos de idade, Isaque acompanhou seu pai até o alto do monte Moriá, para ser sacrificado, sem pronunciar nenhuma palavra de desobediência ou desrespeito com seu pai.

Flávio Josefo, em História dos Hebreus, faz um relato fascinante sobre o momento que Abraão estava vivendo quando Deus decidiu provar a sua fé, pedindo Isaque como sacrifício. O historiador relata que o amor de Abraão era a cada dia mais evidente.

“Nada se poderia acrescentar à ternura que Abraão tinha para com Isaque, tanto porque era o único filho quanto porque lhe fora concedido por Deus em sua velhice. E Isaque, por sua vez, praticava com tanto entusiasmo toda espécie de virtudes, servia a Deus com tanta fidelidade e prestava a seu pai tantos serviços que dava a Abraão todos os dias novos motivos para amá-lo”, relata Josefo.

Ainda assim, apesar de seu grande amor pelo filho, Abraão leva Isaque para ser oferecido em sacrifício, mas confiante de que Deus poderia prover para si um cordeiro (Gênesis 22.8). E quando está prestes a imolar Isaque, Deus o interrompe exaltando sua fé (Gênesis 22.12).

Após a morte de Abraão, Isaque se casa com Rebeca, recebendo de Deus o direito das promessas que haviam sido feitas ao seu pai. Essas promessas não foram conferidas por hereditariedade, mas porque Isaque conquistou este direito por sua própria fidelidade.

Deus falou o seguinte a Isaque: “[…] em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu a minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis. Assim, habitou Isaque em Gerar” (Gênesis 26.4-6).

Com a promessa de Deus guardada em seu coração, Isaque passou a experimentar prosperidade em todos os níveis da sua vida. A Bíblia diz que sua riqueza se multiplicava cem vezes mais: “E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava” (Gênesis 26.12).

O plano de Deus de fazer os descendentes de Abraão um povo muito numeroso agora chegaria a um momento decisivo, pois Isaque tem dois filhos, chamados Esaú e Jacó (Gênesis 25.19-23), sendo que Jacó teria seu nome mudado para Israel e seus filhos iriam compor 10 das 12 tribos que viriam a ser a nação de Israel.

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