ATUALIZADO: 10 de junho de 2018
“E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.” (2 Reis 4.9)
Há muitos temas para ser abordado quando o assunto é o ministério pastoral, mas neste artigo quero tratar do amor de Deus pelos líderes da Igreja e do tratamento que esta deve dispensar aos seus anjos. Para tratar deste tema tão importante, quero tomar como base a história da mulher sunamita, que foi uma mulher que soube dar o devido valor ao homem de Deus.
A história bíblica conta que ao observar o profeta Eliseu, que sempre passava por ela, ela disse ao marido que deveriam construir um quarto para que ele usasse sempre que estivesse na cidade. Aquela atitude seria uma maneira de honrar o homem de Deus, oferecendo algum conforto para quando ele estivesse na cidade.
A mulher disse ao marido: “Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá” (2 Reis 4.10).
Aquela atitude da sunamita foi por pura bondade, para oferecer honra a Eliseu, ela não fez aquilo simplesmente para bajular ao profeta, com objetivos egoístas, mas porque no seu coração ele sentiu a necessidade de fazer algo para ajudar o ministério do profeta. Ela queria fazer por ele algo que pudesse servir de colaboração, uma maneira de contribuir e lhe honrar como profeta.
Isso também demonstrava o quanto ela era sensível para as necessidades que a obra de Deus poderia ter, assim como os desafios e dificuldades que o profeta enfrentava no exercício do seu chamado espiritual. Por isso ela se preocupou em preparar um lugar para Eliseu ter onde repousar quando estivesse naquela cidade.
Será que você tem essa preocupação com os homens de Deus? Quão disposto você tem sido a oferecer algo para aqueles que trabalham no santo ministério? Qual tem sido a sua atitude diante das necessidades do anjo da Igreja? A sunamita demonstrou ter um coração voltado para as coisas de Deus.
A sunamita não podia ter filhos, tinha uma necessidade emocional muito grande de gerar uma criança, mas por algum motivo que a Bíblia não revela, ela não podia engravidar. Porém, por causa da sua atitude, da maneira como ela cuidava dos homens de Deus, a Bíblia diz que o profeta mandou perguntar qual era a sua necessidade.
A resposta da mulher a pergunta do profeta, conforme a Palavra de Deus, foi que ela não podia ter filhos e gostaria de ser agraciada com a dádiva de gerar uma criança. Com isso o profeta abençoou a vida da sunamita, profetizando que ela teria um filho.
Está escrito na Bíblia: “E ele disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho” (2 Reis 4.16). Aquela profecia veio a se cumprir na vida daquela mulher.
Essa não seria a única coisa que aconteceria na vida daquela mulher, pois diante da praga que recaiu sobre aquela cidade, Deus ainda preservaria a família da sunamita, por causa da atitude que ela teve com o profeta. Com isso o Senhor estava mostrando como ele honra aqueles que valorizam os servos de Deus.
Está escrito na Palavra de Deus: “E falou Eliseu àquela mulher cujo filho ele ressuscitara, dizendo: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e peregrina onde puderes peregrinar; porque o SENHOR chamou a fome, a qual também virá à terra por sete anos” (2 Reis 8.1).
Após sete anos ela retornou a sua cidade (2 Reis 8.3), apresentando-se diante do rei para ter de volta as suas terras, pois certamente haviam sido ocupadas por outras pessoas. No exato momento em que ela está indo falar com o rei, o servo do profeta Eliseu contava ao monarca como ela honrou o homem de Deus.
Por isso, ao se apresentar ao rei, o servo de Eliseu falou para ele que aquela era a mulher, o que fez com que o rei mandasse restituir suas terras e ainda mandou entregar a ela todos os lucros que suas terras dariam desde o dia em que deixou a cidade, ou seja, nos últimos sete anos.
Em 2 Reis 8.6, nós lemos: “E o rei perguntou à mulher, e ela lho contou. Então o rei lhe deu um oficial, dizendo: Faze-lhe restituir tudo quanto era seu, e todas as rendas das terras desde o dia em que deixou a terra até agora”.
O que aconteceu com aquela mulher foi resultado do cuidado que ela teve com o profeta. Isso acontece com todos que honram os homens de Deus, que tratam com respeito os profetas, pastores, líderes que exercem um trabalho espiritual. O Senhor livrou a mulher de muitas dificuldades e entregou para ela muitas dádivas, desde o momento que ela demonstrou cuidado com o profeta.
A Palavra de Deus orienta: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hebreus 13.17).
Isso significa que devemos cuidar daqueles que Deus colocou para oferecer aconselhamento, intercessão e instrução para a sua Igreja. O Senhor espera que os pastores, profetas, apóstolos, bispos, e líderes da Igreja sejam cuidados pelos santos, pois estes trabalham com zelo pelas almas.
Joel Engel