Não somos “adoradores da Páscoa”, somos CRISTÃOS e convictos da nossa fé

Obama e Hillary Clinton chamam erroneamente cristãos mortos em ataques extremistas no Sri Lanka de “adoradores da Páscoa”.

FONTE: GUIAME, JOEL ENGEL

ATUALIZADO: 25 de abril de 2019

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Cristã, Kumari Fernando participa do enterro em massa das vítimas em uma cerimônia em Negombo; ela perdeu o marido e os filhos durante os bombardeios na Igreja. (Foto: Thomas Peter / Reuters)
Cristã, Kumari Fernando participa do enterro em massa das vítimas em uma cerimônia em Negombo; ela perdeu o marido e os filhos durante os bombardeios na Igreja. (Foto: Thomas Peter / Reuters)

 

Os ataques no último domingo de Páscoa a igrejas e hotéis no Sri Lanka mais uma vez nos chocaram, levando-nos a orar mais fervorosamente pelo povo cristão dessas regiões, que sofre tanta perseguição.

Já são pelo menos 310 mortos e mais de 500 feridos como resultado da série de atentados simultâneos realizados naquela manhã.

A grande mídia noticiou e autoridades internacionais se pronunciaram, mas grande parte delas, omitindo os fatores que devem ser essencialmente analisados nesse caso: os cristãos perseguidos pelo extremismo islâmico.

Os democratas esquerdistas Hillary Clinton (senadora) e Barack Obama (ex-presidente dos EUA) protagonizaram um festival de absurdos ao se pronunciarem sobre os ataques no Sri Lanka. Ambos se recusaram citar o termo “cristãos” em suas publicações nas redes sociais, preferindo se referir ao povo da igreja perseguida como “adoradores da Páscoa”.

“Nesta semana santa para muitos tipos de fé, nós precisamos permanecer unidos contra o ódio e a violência. Estou orando por todos os afetados nestes terríveis ataques contra os adoradores da Páscoa e viajantes no Sri Lanka”, publicou Hillary Clinton no Twitter.

“Os ataques contra turistas e adoradores da Páscoa são ataques contra a humanidade. Em um dia devotado ao amor, redenção e renovo, nós oramos pelas vítimas e permanecemos com o povo do Sri Lanka”, escreveu Obama em suas redes.

“Islamofobia”

Fato ainda mais curioso é que, logo após o ataque a uma mesquita da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, esses mesmos democratas esquerdistas não pensaram duas vezes em apontar o caso como um “claro exemplo de islamofobia” e prestarem sua solidariedade à “comunidade islâmica global” naquele momento.

“Meu coração se quebra pela Nova Zelândia e a comunidade muçulmana global. Nós precisamos continuar a lutar contra a perpetuação e normalização da islamofobia e racismo em todas as suas formas”, publicou Clinton na época.

“Michelle e eu mandamos condolências ao povo da Nova Zelândia. Nos sentimos aflitos com vocês e toda a comunidade islâmica. Todos nós precisamos permanecer contra o ódio em todas as suas formas”, postou Obama na mesma época.

Ora, se existe uma disposição em chamar muçulmanos como tais, porque então chamar cristãos de “adoradores da páscoa”?

Será que esses dois democratas, que alegam frequentar os cultos dominicais em suas igrejas, se denominam “adoradores da Páscoa” quando abrem suas Bíblias — se é que o fazem — quando adentram os templos bem decorados de suas congregações ou quando se reportam aos líderes de suas denominações?

Caso eles realmente considerem cristãos como “adoradores da Páscoa”, devo lembrá-los aqui que nós, seguidores de Cristo, não adoramos a Páscoa, mas sim ao Deus de Israel, que libertou Seu povo — primeiramente da escravidão do Egito no Êxodo e posteriormente da escravidão do pecado por meio da cruz — e é o motivo principal dessa festividade.

Somos mais do que “adoradores da Páscoa”, somos seguidores do Cristo, o Cordeiro vivo que desceu dos céus e que dá total significado à celebração da Páscoa, porque morreu naquela cruz e ressuscitou por todos nós.

Não somos “adoradores da Páscoa”, somos CRISTÃOS e convictos da nossa fé.

Por Joel Engel, pastor, líder do Ministério Engel, em Santa Maria (RS) e fundador do Projeto Daniel, que ajuda crianças órfãs em países da África.

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