A Porta dos Céus e as bênçãos de Deus para o homem

Como as atitudes corretas diante de Deus abrem as portas da bênçãos em nossas vidas.

FONTE: MINISTÉRIO ENGEL

ATUALIZADO: 19 de julho de 2018

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“Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.” (Apocalipse 3.8)

Em sua mudança repentina para Harã, onde vivia Labão, seu tio, Jacó se depara com uma visão surpreendente. Ele então declara: “Temível é este lugar! Não é outro, se não a casa de Deus; esta é a porta dos Céus’” (Gênesis 28:17). Aquela visão tem grandes significados e a “Porta dos Céus” profundas revelações.

Precisamos lembrar que Deus já havia previsto que Jacó conquistaria o direito de tornar-se herdeiro da promessa de Abraão, que era de fazer da sua descendência uma grande nação. O Senhor disse que o irmão mais velho seria preterido pelo mais novo. Ainda que ambos tornar-se-iam pais de nações, Jacó conquistaria o direito de receber a promessa.

Quando Esaú e Jacó estavam mais velhos, o primogênito negligenciou o seu direito, trocando a sua bênção por um prato de comida. Isso certamente foi decisivo para que as Portas dos Céus se abrissem para Jacó, pois ele astutamente demonstrou ter total interesse em receber a bênção da primogenitura.

A Palavra de Deus diz: “Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura” (Gênesis 25.31-34).

Quando, finalmente, Isaque chama o filho mais velho para ser abençoado, sem saber que ele havia negligenciado o seu direito, a mãe daqueles jovens introduz Jacó para tomar aquela bênção de seu irmão. Talvez Rebeca já houvesse tomado conhecimento do fato de Esaú ter trocado sua primogenitura.

Tomando dois cordeiros, Jacó oferece ao pai uma refeição no lugar do seu irmão Esaú. Sendo eles gêmeos e estando o pai já de avançada idade sem poder enxergar direito, a Bíblia diz que Isaque abençoa a Jacó no lugar de Esaú. Com isso, Jacó conquista o direito de ter a partir de sua descendência uma geração que abençoaria todas as famílias da terra (Gênesis 12.3).

Quando descobre que teve sua bênção tomada por Jacó, Esaú fica furioso e deseja vingar-se, o que obriga Isaque e Rebeca a enviar Jacó para ir morar longe, com o objetivo de evitar uma tragédia na família. Tudo indica que ele teve de sair apressadamente para fora de casa, pois ele não carrega muita coisa.

Após ter enganado Esaú, Jacó fugiu para salvar a própria vida, carregando um cajado na mão e um pouco de azeite, enfrentando uma distância de cerca de 800 quilômetros até Harã. Dependendo das condições da viagem, ele poderia levar entre um e dois meses para percorrer toda aquela distância.

Jacó partiu de Berseba para Harã, passando por uma cidade que se chamava Luz, onde parou para pernoitar. Neste local ele teve uma experiência extraordinária, quando dormia com a sua cabeça em uma pedra. Ele sonhou que havia naquele lugar uma “escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela” (Gênesis 28.11 e 12).

A partir da visão que teve, Jacó recebeu a promessa de que se tornaria abençoado por Deus. A “Porta dos Céus” se abrem diante dele, fazendo com que as bênçãos do Senhor lhe fossem entregues a partir daquele momento.

Deus estava confirmando que Jacó havia conquistado o direito de ter as portas abertas. Mas como Jacó conquistou este direito? Através de seu desejo em ser alguém importante para o Reino dos Céus.

O Eterno havia reconhecido o esforço que ele teve em buscar a bênção. Afinal, desde que nasceu Jacó havia lutado para ter o direito de primogenitura que pertencia ao irmão e o fato de Esaú negligenciar aquele direito lhe dava ainda mais esperanças.

Primeiro ele oferta ao seu pai dois cordeiros, honrando ao pai preenchendo um requisito fundamental para que a Porta dos Céus se abram. Conforme está escrito: “Deem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra” (Romanos 13.7).

Jacó também está no lugar determinado, que em hebraico é “hamakom”, que também é um dos eufemismos para designar Deus. Jacó não chegou em um lugar qualquer, mas em um lugar específico, determinado por Deus. Lugar já conhecido pela manifestação do Elohim, do Deus Altíssimo (Gênesis 22:3).

Este lugar é o mesmo onde Deus pediu para Abraão levar Isaque para ser sacrificado. Deus havia revelado “você irá ao local que eu te indicar e nesse local você irá me oferecer o seu único filho”. Em Gênesis no capítulo 22, fala que Abraão de longe vê o lugar.

É neste local que Jacó vê a Porta dos Céus. E é neste lugar que ele faz um voto com Deus, dizendo: “E de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” (Gênesis 28.22b).

Existe algumas maneiras de abrirmos a Porta do Céus, sendo que a oração é uma delas. O Rabino Yosef Weiss também acredita as lágrimas abrem a Porta dos Céus. E de fato a Bíblia afirma que: “a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmos 51.17).

Desta forma, aprendemos que Deus ainda reconhece o nosso esforço em fazer diferença no seu Reino e nosso desejo por alcançar as Suas bênçãos, assim como Jacó. Por isso ele coloca “uma porta aberta” diante de ti (Apocalipse 3.8). A Porta dos Céus, que é Jesus Cristo.

Conforme está escrito: “Então Jesus afirmou de novo: Digo-lhes a verdade; Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem” (João 10.7-9).

Tenha confiança em entrar pela “Porta”, pois ela está diante daqueles que buscam entrar no Reino dos Céus. Assim como Jacó teve atitudes que abriram a Porta dos Céus para ele, que nós venhamos a alcançar estas bênçãos.

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