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Lição 42 - A Festa de Tabernáculos

Out 16
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A nuvem e o tabernáculo

A Sucá comemora as Nuvens de Glória que cercavam e protegiam os nossos antepassados durante a permanência de quarenta anos que se seguiram no deserto, com o Êxodo do Egito.

Na próxima semana Israel comemora a Festa dos Tabernáculos ou Festa das Cabanas (Sucot) vamos procurar entender o significado profético desta festa e a aplicação em nossas vidas. Dentre as três grandes festas comandadas por Deus, a Festa dos Tabernáculos é a de maior significado profético para nós cristãos.

 "Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas" (Êxodo 40:38).

Esta nuvem de Glória enviada por Deus sobre o acampamento dos Hebreus os cobria como uma (Sucá), cujo nome significa Cabana.

Enquanto os hebreus andavam em comunhão íntima com Deus a nuvem os acompanhava, porém quando pecaram a nuvem se retirava. A Bíblia diz em Isaías 59:2 que os nossos pecados nos separam do Senhor. Isso aconteceu durante a saída dos hebreus da terra do Egito, rumo à Terra Prometida.

No início a Presença de Deus se manifestava por entre as nuvens de Glória que acompanhavam o povo escolhido e assim, o sol não os molestava e o calor do deserto era aplacado. Porém, o pecado da idolatria, adquirido na nação dos muitos deuses, onde eles foram escravos por mais de quatrocentos anos, os levou a construírem um bezerro de ouro, durante a ausência do líder Moisés que subira o monte para ter com o Senhor. Isso os afastou da presença santa de um Deus que não compactua com o pecado, consequentemente as nuvens se dissiparam.

Moisés como líder e intercessor por excelência, subiu ao monte por mais três vezes. Ao descer pela terceira vez, em Yom Kipur , Moisés trouxe para Israel, a ordem de erguer o Tabernáculo, como uma prova de que Deus havia se reconciliado com o povo e a partir de então iria habitar no meio deles.

Assim, cada um trouxe sua contribuição, uma oferta de expiação pelo pecado que haviam cometido, e os artesãos puderam começar a erguer o Tabernáculo. O Senhor aceitou a oferta e, pelas suas infinitas misericórdias que são nosso sustento até hoje e a causa de não sermos consumidos, trouxe de volta a nuvem, a proteção, a presença.

A Festa dos Tabernáculos

A palavra “tabernáculo” origina-se da palavra latina “tabernaculum” que significa “uma cabana, um abrigo temporário”. No original hebraico a palavra equivalente é Sucá, cujo plural é Sucot.

A Festa dos Tabernáculos dura uma semana e durante este período habitavam em tendas construídas com ramos.

A Festa de Tabernáculo ou festa das cabanas, que Israel celebra nesse tempo momento, comemora as nuvens de glória que retornaram depois do perdão, o Yom Kippur - e que permaneceram com eles durante os quarenta anos de estadia no deserto.

Ato Profético de toda Nação

Porém um ato de fé fora requerido: cada filho da promessa teria que armar suas tendas e permanecer com Ele na “sucá” (tenda-Cabana), debaixo da sombra protetora de Sua fé.

Assim como Deus desceu do céu para habitar no meio do Seu povo, o povo também deixa suas casas para habitar em cabanas. 7 Dias morando em cabanas, nesse lugar eles celebram o retorno da nuvem de Glória. Lembram que saíram do Egito e nada lhes faltou. A Nuvem Protegia, provia e guiava o povo. Israel saiu do Egito debaixo da nuvem de Glória.

As quatro espécies de plantas (Unidade do povo)

“E acharam escrito na lei que o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês. Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito”. Neemias 8:14-15.

 As quatro espécies de plantas

 Lulav (tamareira).

 Hadás (murta).

 Aravá (salgueiro).

 Etrog (cidra).

 Lembra-nos dos quatros níveis de maturidade do homem.

 Constam no mandamento da festa, e de acordo com o que vemos escrito também no livro de Neemias, serviam para cobrir a sucá, porém, os sábios judeus vieram a identificar e acrescentar outros significados, associando-os aos diferentes tipos de personalidades humanas que compõem uma comunidade. Daí surgiu o “Netilat Lulav”, um feixe formado com as quatro espécies que devem-se segurar juntas, e recitar a bênção, o que vem a expressar a necessidade de união e solidariedade entre as diferentes pessoas indistintamente. Mas, biblicamente falando, o ponto indispensável para o cumprimento do mandamento é a habitação na sucá (cabana).

 “Hoshana Rabbah”

 No sétimo dia, chamado “Hoshana Rabbah” que significa “A grande Salvação”, os sacerdotes rodeavam o altar sete vezes, recitando o Salmo 118.

 Durante os sete dias de sucot, o grande altar de sacrifício recebia um número de sacrifício maior do que em qualquer outra festa: 70 novilhos, 14 carneiros, 98 cordeiros e 7 bodes (Números 29.12-34).

 Em relação aos 70 novilhos o Talmud ensina que “as setenta nações do mundo são representadas nas ofertas de expiação de Israel”.

 A intimidade na cabana, o 8º dia.

 “Um rei certa vez promoveu uma grande festa e convidou príncipes e princesas a quem apreciava muito para seu palácio. Tendo passado vários dias juntos, os hóspedes prepararam-se para ir embora. Porém o rei lhes disse: "Peço-lhe, fiquem mais um dia comigo, é difícil ficar longe de vocês!"

 Depois de sete dia vivenciando a festa de tabernáculos Passamos muitos dias felizes na sinagoga. Deus deseja nos ver por mais um dia na sinagoga, e por isso Ele nos concede uma festa adicional - Shemini Atsêret.

Sucot é a Festa da Colheita quando a produção dos campos era colhida e o dízimo era separado, de acordo com o mandamento da Torá, e dado aos levitas e aos pobres. A leitura da Torá no Serviço Matinal de Shemini Atsêret fala do mandamento de dar o dízimo.

O serviço de Mussaf, Prece Adicional, é assinalado pela prece especial com pedidos para que haja chuva.

Festa da Água

Em alguns lugares, inclusive Israel, celebra-se nas noites dos dias intermediários de Sucot a "Festa da Água" (Simchat Bêt hashoevá), que é uma festa popular de grande alegria. Remonta aos tempos do Segundo Templo, quando havia a participação de grandes massas do povo, que enchia Jerusalém nas grandes festa de peregrinação. Este nome ("shoevá" quer dizer tirar água da fonte) deve-se á cerimônia em que se tirava muita água, a qual era jogada no altar. Centenas de candelabros que ardiam no Monte do Templo iluminavam a cidade de Jerusalém. Os músicos e coros dos Levitas, postados nos quinze degraus do Santuário, reforçados por milhares de vozes do povo, tocavam e cantavam os louvores de Deus, enquanto os sábios e líderes do povo dançavam, com grande júbilo.

Jesus na Festa de Tabernáculos

Durante a Festa, Ele deu ensinamentos e sofreu dura oposição por parte dos fariseus. Foi nessa ocasião que chamou os que tivessem sede para irem a ele e beber (João 7.37). Isso pode ter sido uma referência à água derramada no altar durante a Festa.

No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva". João 7:37,38

Orando por Chuva

Um aspecto particular de “Shemini Atzeret” é a oração por chuva. Nas orações se introduz a frase, que será recitada até Pessah: “meshiv ha-rua’h u morid ha-gueshem” (o que faz com que o vento sopre e a chuva caia). Essa frase expressa à ansiedade que se sente em Israel durante a estação das chuvas, já que a ausência delas significa fome, sede e enfermidade. Esta oração é deixada para o último dia da festa, porque, se o SENHOR mandar chuva após a oração ela não impedirá o povo de desfrutar dos sete dias de habitação na Sucá.

 Assim entendemos melhor a seguinte narrativa a respeito do Messias Jesus:

 “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse Ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado”. João 7:37-39

“Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, para purificação do pecado e da imundícia”. “Zacarias 13:1

“E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos. E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva”. Zacarias 14:16-17.

Profecia que todas as famílias subirão a ISRAEL (ATO PROFÉTICO)

Anuncio do veredito

1- EM ROSCH SHANÁ - DEUS CHAMA PARA O JULGAMENTO.

2- EM YOM KIPUR - DEUS OUVE AS VOZES E SELA O JULGAMENTO.

3- EM TABERNÁCULOS – DEUS FALA O VEREDITO DO JULGAMENTO.

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Fonte: www.escolaprofetica.com.br

Mídia

Lição 42 - A Festa de Tabernáculos Youtube
Publicado em Escola Profética
Última modificação em Domingo, 16 Outubro 2016 23:17

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